Mini blocos dão vez a quem quer fazer folia sem orçamento gigante
Bloco do Buraco Quente, Tá Dando Pinta e Folia da Gikka, comandados por DJs, explodiram na Esplanada
Quem anda pela esplanada no Carnaval, às vezes, pode não ter ideia dos mini blocos que existem por lá. Formados por DJs, eles são a chance de quem ainda não consegue bancar um bloco sozinho começar a ganhar mais espaço na folia. Durante os quatro dias, eles animaram a galera com músicas que não saem da cabeça e das redes sociais. A ideia é uma pegada jovem e descontraída. Entre os nomes estão Bloco do Buraco Quente, Bloco Folia da Gikka e Bloco Tá Dando Pinta.
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O Carnaval de Campo Grande ganha nova dinâmica com mini blocos comandados por DJs na Esplanada. A iniciativa, que surgiu de forma espontânea, oferece oportunidade para artistas emergentes e democratiza o acesso à arte e ao lazer durante a folia, com destaque para blocos como Buraco Quente, Folia da Gikka e Tá Dando Pinta. Os eventos, que acontecem principalmente no entorno do Ponto Bar, têm atraído especialmente o público LGBTQIA+, criando um ambiente de pertencimento e diversidade. Apesar do caráter informal, os organizadores planejam oficializar os blocos futuramente, mantendo o compromisso com a segurança e alinhamento institucional.
Giovana Gewehr Reinheimer, mais conhecida como Gikka, é uma das que tocaram. Ela explica que os mini blocos na rua aconteceram para democratizar ainda mais o acesso à arte e ao lazer durante os dias de Carnaval.
“A esplanada é um ambiente múltiplo e muito valoroso, então poder estar dentro dela com o Folia da Gikka, trazendo uma força feminina, foi uma honra. Afinal, o carnaval é alegria pura. E é interessante porque, apesar de ser um movimento novo, a gente já vê as pessoas combinando de se encontrarem nos mini blocos, justamente por conta dessa proposta culturalmente múltipla”.
Para ela, ali tem espaço para todos os tipos de música e foliões, mas percebe que o público LGBTQIAN+ se sente acolhido e seguro estando nos mini bloquinhos.
“Levantamos a bandeira do respeito e da diversidade e disso não abrimos mão. A ideia é que, no futuro, consigamos nos articular para oficializar o bloco, mas, no momento, estamos promovendo tudo isso na raça e no coração”.
Para o DJ Renê Willian de Oliveira, de 31 anos, os mini blocos estão acontecendo de forma espontânea, e isso acontece em todos os carnavais.
“Eu vejo isso como reflexo positivo da força do Carnaval de rua de Campo Grande. Mostra que existe demanda, vontade de celebrar e ocupar a Esplanada com cultura e diversidade”.
Ele explica que a festa que eles produzem, como o “Bloco Tá Dando Pinta” e até o Farofolia, passa por planejamento, autorizações, estrutura, responsabilidade técnica e diálogo com o poder público e órgãos competentes.
“Se houver interesse em transformar esses movimentos espontâneos em algo oficial no futuro, isso precisa ser feito com organização, segurança e alinhamento institucional. Mas também é importante preservar essa característica livre e popular que é própria do Carnaval”.
Gustavo de Freitas também compõe o time. A recepção do público, para ele, foi uma alegria e surpresa, apesar de não ser a primeira vez na folia.
“Essa festa a gente faz no Ponto Bar há dois anos e todas as edições sempre são um sucesso. Sempre procuramos fazer algo diferente, trazendo atrações nacionais e edições temáticas. O público compra muito a ideia. Nesse carnaval decidimos levar o Baile do Buraco Quente para a rua e foi incrível”.
Além de DJ, Gustavo é produtor cultural há nove anos, já tocou em diversos bares e boates da cidade, em Brasília e em Florianópolis, Santa Catarina.
“Eu amo meu trabalho e sinto que cada vez mais estou conquistando meu espaço na cena de Campo Grande. Nesse Carnaval toquei em diversos lugares, não parei nem um dia. Sou muito grato pelas oportunidades e, quando elas chegam, eu abraço com força”.
Tudo acontece em um bar da Esplanada. Thallyson Perez é proprietário do Ponto Bar e organiza os mini blocos. Ele explica que tudo começou de forma espontânea e que muitas pessoas se reuniam em frente ao bar, principalmente o público LGBTQIA+.
A partir disso, começaram a incentivar pequenas atrações, DJs e encontros organizados para transformar essa movimentação em uma experiência cultural mais estruturada, mas sem perder a essência do Carnaval de rua.
“Com o passar dos dias, isso foi crescendo muito rápido. O público aumentou, as pessoas começaram a vir já sabendo que ali seria um ponto de encontro e o espaço acabou ganhando uma identidade própria. Virou um lugar de celebração, pertencimento e visibilidade. Hoje, mais do que festa, os mini blocos representam uma ocupação positiva da rua, fortalecendo a cultura carnavalesca”.
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