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Economia

Receita adia exigência de CNPJ para autônomos e produtores rurais

Obrigação prevista na reforma tributária deixa de valer em 2026; governo promete cadastro simplificado

Por Gustavo Bonotto | 26/06/2026 21:22
Receita adia exigência de CNPJ para autônomos e produtores rurais
Contribuinte com o aplicativo da Receita Federal aberto no celular. (Foto: Arquivo/Henrique Kawaminami)

A Receita Federal adiou para 1º de janeiro de 2027 a exigência de inscrição no CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) para parte das pessoas físicas que exercem atividade econômica. A obrigação começaria em julho de 2026 como parte da implantação da reforma tributária, mas foi prorrogada para dar mais tempo ao desenvolvimento de um sistema simplificado de cadastro.

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A Receita Federal adiou para 1º de janeiro de 2027 a exigência de CNPJ para pessoas físicas que exercem atividade econômica, como autônomos com faturamento acima de R$ 40,5 mil anuais e produtores rurais com receita superior a R$ 3,6 milhões. A medida faz parte da reforma tributária e visa integrar contribuintes da CBS e do IBS. O adiamento permite criar um cadastro simplificado, inspirado no modelo MEI, previsto para novembro de 2026.

A mudança atinge apenas contribuintes que precisarão emitir documentos fiscais dentro das novas regras da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Segundo a Receita, a medida não significa que toda pessoa física terá de abrir um CNPJ.

Entre os principais grupos alcançados pela futura exigência estão autônomos e prestadores de serviços com faturamento anual superior a R$ 40,5 mil. Produtores rurais com receita acima de R$ 3,6 milhões por ano também deverão cumprir a regra.

Quem fatura abaixo de R$ 40,5 mil por ano será enquadrado como nanoempreendedor e permanecerá fora da condição de contribuinte da CBS e do IBS para essa finalidade. Já os MEIs (Microempreendedores individuais) continuam utilizando o CNPJ atual, sem necessidade de uma nova inscrição.

De acordo com a Receita Federal, o adiamento permitirá a criação de um modelo simplificado de cadastro, inspirado no sistema do MEI. A proposta prevê inscrição digital, menos etapas burocráticas e integração com as plataformas de emissão de notas fiscais eletrônicas.

A obrigatoriedade faz parte da implantação da reforma tributária, que busca unificar e integrar os sistemas de identificação dos contribuintes da CBS, tributo federal, e do IBS, administrado por estados e municípios. A avaliação do governo é de que a transição deve ocorrer de forma gradual, principalmente para profissionais que hoje atuam como pessoa física e ainda não utilizam sistemas eletrônicos de emissão fiscal.

Pelo cronograma divulgado, o novo sistema simplificado deverá estar disponível em novembro de 2026. Antes disso, a Receita Federal pretende abrir um ambiente de testes para empresas desenvolvedoras de emissores de notas fiscais e publicar manuais técnicos com orientações aos contribuintes.