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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

22/05/2017 13:20

Rotatividade despenca 18,05% no setor primário em Mato Grosso do Sul

Ricardo Campos Jr.
Setor primário, responsável pela extração de recursos naturais, onde se encaixa a agricultura, teve menos substituição de trabalhadores entre março e abril (Foto: Marcos Ermínio)Setor primário, responsável pela extração de recursos naturais, onde se encaixa a agricultura, teve menos substituição de trabalhadores entre março e abril (Foto: Marcos Ermínio)

A rotatividade de trabalhadores no setor primário da economia teve queda de 18,05% entre os meses de março e abril em Mato Grosso do Sul. Isso quer dizer que demissões seguidas de contratações para preencher as vagas ocorreram com menos frequência nesse segmento, responsável pela exploração de recursos naturais e obtenção de matéria-prima, onde estão enquadradas, por exemplo, agricultura e pecuária.

Segundo pesquisa elaborada pela empresa Datasight, a média da movimentação no mercado de empregos dessa área no estado foi de 2,11% no mês passado. Brasilândia (9,98%), Paraíso das Águas (7,77%) e Ladário (6,67%) tiveram os maiores índices entre os municípios.

A profissão de criador de jacarés foi a que mais teve troca de funcionários no mês passado, com renovação de 26,67% dos postos de trabalho. Trabalhadores na cultura de trigo, aveia e cevada teve rotatividade de 20% entre seus empregados.

Já o setor secundário, que transforma as matérias-primas coletadas pelo setor primário, teve maior índice de rotatividade entre os meses de março e abril, segundo a Datasight. Segundo o levantamento, 3,68% dos trabalhadores foram substituídos, queda de 2,2% em relação entre os dois meses.

Em relação a rotatividade setorial, substituíram mais empregados as indústrias de fabricação de tubos e acessórios de material plástico para uso na construção (37,5%), fabricação de chapas e embalagens de papelão ondulado (14,1%) e fabricação de máquinas e ferramentas (10%).

Levando em consideração os empregos com mais funcionários trocados, a função de conservador de trilhos teve rotatividade de 27,78% seguida pelos postos de operadores de equipamentos de preparação de areia, com 25%.

No setor secundário, Costa Rica (17,36%), Taquarussu (11,11%), e Juti (8,16%) foram as que apresentaram as maiores taxas.

Já o setor terciário, que corresponde a prestação de serviços, teve queda de 14,99% na rotatividade entre março e abril segundo a Datasight com um índice de 2,28% na substuição de trabalhadores.

Demissões seguidas de contratações para suprir as vagas foram mais frequentes mais frequentes entre os trabalhadores domésticos (13,64%), representantes comerciais e agentes do comércio de eletrodomésticos, móveis e artigos de uso doméstico (9,09%), e atividades de tele atendimento (8,64%).

Em relação aos municípios do MS, as cidades de Bonito (3,79%), São Gabriel do Oeste (3,37%), e Três Lagoas (3,28%) foram as que apresentaram as maiores taxas. Na outra ponta, Caracol, Figueirão e Japorã não tiveram rotatividade no setor terciário.

Informações – A rotatividade leva em conta apenas as vagas supridas após a saída de seus ocupantes originais. Ou seja, não leva em consideração os postos de trabalho fechados, quando alguém é mandado embora, mas ninguém é colocado em seu lugar.

Segundo a Datasight, índices altos de rotatividade são considerados nocidos por acarretarem consequências negativas para o setor. Já índices baixos são vistos com bons olhos por indicarem substituições por funcionários de melhor desempenho e renovação do mercado de trabalho.



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