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Campo Grande, Quinta-feira, 24 de Maio de 2018

03/08/2009 09:43

Sindicatos ameaçam invadir prédio do Ministério Público

Redação

Sindicatos de Mato Grosso do Sul começam uma mobilização e ameaçam até invadir a sede do Ministério Público do Trabalho em protesto contra ações que pedem o cancelamento da cobrança da contribuição assistencial de trabalhadores não filiados.

Segundo as entidades, o MPT tem atuado para que a taxa seja descontada apenas dos sindicalizados. Ações judiciais no Brasil inteiro têm questionado o desconto em folha dos demais trabalhadores, "apesar de toda categoria ter os mesmos direitos sobre os benefícios que constam dos acordos e convenções coletivas", argumenta a Força Sindical de Mato Grosso do Sul.

O Sindicato que representa os contabilistas autonomos do Estado já recebeu intimação do MPT para audiência no dia 2 de setembro, quando terá de explicar porque recolhe contribuição até de não sócios.

Para o presidente da entidade, que representa 6 mil profissionais em Mato Grosso do Sul, Estevão Rocha, o que o Ministério faz é "intervenção".

"Nos defendemos sócios ou não sócios, prestamos apoio quando o trabalhador precisa, independente de ser filiado. Se proibirem o desconto da categoria, vou ter de fechar as portas do sindicato, porque só 500 contribuem", reclama.

Segundo o presidente da Força no Estado, Ildemar Mota, há muito o MPT "interfere nas questões sindicais". Na categoria representada por ele, a dos comerciários, o desconto é generalizado, mas a convensão coletiva de trabalho dá direito ao empregado de contestar diretamente ao sindicato o pagamento, quando não é filiado.

Como forma de evidenciar o descontentamento, os estados decidiram ocupar prédios do MPT em todo o País, caso o órgão insista nesse tipo de medida judicial.

O tema foi discutido durante o 6º Congresso Nacional da Força Sindical, que terminou neste fim de semana em Praia Grande, litoral sul de São Paulo. Entre os participantes, o presidente nacional da Força, deputado federal Paulo Pereira da Silva atacou os procuradores nacionais, dizendo que "que são bons para se meter nos sindicatos, mas não vão às empresas para fiscalizar as péssimas condições de trabalho. Assim como enfrentamos a ditadura, vamos enfrentar estes moleques (uma parte dos procuradores) filhos de patrão".

- Matéria editada para correção de informações, por erro da assessoria da Força Sindical, que havia informado que o impasse era em relação a contribuição "sindical" e não assistencial. Em texto enviado à imprensa, a entidade colocou que "Sindicalistas de Mato Grosso do Sul prometem invadir o Ministério Público do Trabalho, no caso de os procuradores continuarem a ingressar com ações na Justiça solicitando o cancelamento da cobrança da contribuição sindical dos trabalhadores."

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