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Economia

Venda em lojas físicas recua 5,4% e expõe consumo mais travado

Queda foi puxada por juros altos e menor disposição para gastar; Nordeste foi a única região a crescer

Por Ângela Kempfer | 21/04/2026 11:52
Venda em lojas físicas recua 5,4% e expõe consumo mais travado
Vitrine com promoções de Dia das Mães em 2025 (Foto: Arquivo)

As lojas físicas brasileiras começaram 2026 em marcha lenta. As intenções de compra caíram 5,4% no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da consultoria Seed Digital, publicada hoje pelo jornal Estado de São Paulo. O recuo, segundo analistas procurados pela publicação, foi puxado por um cenário já conhecido do consumidor: juros elevados, crédito mais restrito e maior cautela na hora de gastar.

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Lojas físicas brasileiras registraram queda de 5,4% nas intenções de compra no primeiro trimestre de 2026, segundo a consultoria Seed Digital. O recuo é atribuído a juros elevados e crédito restrito. O Sul teve o pior desempenho, com retração de 15,4%, enquanto o Nordeste foi o único a crescer, 0,3%. Em Mato Grosso do Sul, o Dia das Mães deve movimentar R$ 452,6 milhões, segundo o Sebrae/MS.

Depois de um início de ano positivo, com alta de 6,1% em janeiro impulsionada por liquidações, o ritmo perdeu força. Fevereiro registrou queda de 10,2%, influenciado pelo Carnaval, que reduz os dias úteis e altera o comportamento de consumo. Em março, houve leve melhora, mas o mês ainda fechou no negativo, com retração de 0,7%.

O impacto não foi uniforme entre as regiões. O Nordeste foi o único a registrar crescimento, ainda que tímido, de 0,3%. Na outra ponta, o Sul teve o pior desempenho, com queda de 15,4%. O Sudeste recuou 4,7%, seguido pelo Centro-Oeste, com baixa de 2,1%, e pelo Norte, com retração de 0,5%.

No Centro-Oeste, o desempenho mais fraco está ligado diretamente ao campo. A acomodação nos preços das commodities agrícolas reduziu a renda disponível das famílias, o que acaba refletindo no comércio. Sem dinheiro girando com a mesma força, o consumo perde fôlego.

Mesmo com esse cenário de retração, o comércio de Mato Grosso do Sul espera uma reviravolta no Dia das Mães, celebrado em 10 de maio, com movimento de R$ 452,6 milhões na economia estadual. Desse total, R$ 234,73 milhões devem ser destinados à compra de presentes e R$ 217,85 milhões às comemorações, segundo pesquisa do Sebrae/MS, em parceria com o IPF-MS (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS).