ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
JULHO, TERÇA  21    CAMPO GRANDE 24º

Economia

Agro de MS avalia que tarifa dos EUA terá impacto reduzido sobre exportações

Segundo a entidade, a decisão norte-americana foi mais favorável do que o cenário inicialmente esperado

Por Judson Marinho | 21/07/2026 15:14
Agro de MS avalia que tarifa dos EUA terá impacto reduzido sobre exportações
Frigorífico de bovinos preparados para consumo (Foto: Divulgação / Famasul)

O agronegócio de Mato Grosso do Sul deve sentir um impacto menor do que o inicialmente previsto com a tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O agronegócio de Mato Grosso do Sul terá impacto reduzido pela nova tarifa de 25% dos Estados Unidos, pois itens estratégicos como carne bovina, madeira e tilápia foram incluídos na lista de exceções. Segundo a Famasul, o mercado norte-americano representa apenas 5% das exportações estaduais, enquanto a China lidera com 52,2%. No cenário nacional, 63,5% do valor exportado foi preservado da sobretaxa. A medida entra em vigor em julho, mantendo taxados produtos como açúcar e etanol.

A avaliação é da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), que destaca a exclusão da carne bovina da nova cobrança , sendo este o principal item exportado pelo Estado ao mercado norte-americano.

Além da carne bovina, produtos como madeira, tilápia e couros também ficaram fora da tarifa adicional, reduzindo os efeitos da medida sobre a pauta de exportações sul-mato-grossense. A análise da Famasul foi elaborada com base em informações técnicas da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Segundo a entidade, o resultado final da decisão norte-americana foi mais favorável do que o cenário inicialmente esperado.

Os Estados Unidos representam cerca de 5% das exportações do agronegócio de Mato Grosso do Sul, enquanto a China concentra 52,2% das vendas externas do setor, consolidando-se como o principal parceiro comercial do Estado.

No cenário nacional, a CNA informa que aproximadamente 63,5% do valor das exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos permaneceram fora da tarifa adicional após a ampliação da lista de exceções.

Entre os produtos preservados estão carne bovina, café, laranja, suco de laranja, cacau, especiarias, café solúvel sem adição de sabor, mel orgânico, determinados pescados, madeira e couros.

A tarifa passa a valer a partir de 22 de julho e será aplicada apenas aos produtos que não integram a lista de exceções. Permanecem sujeitos à sobretaxa itens como açúcar, etanol, carne suína, máquinas, calçados e parte dos produtos industrializados. Já o aço e o alumínio continuam submetidos à tarifa de 50%.

Para a Famasul, a baixa participação dos Estados Unidos nas exportações estaduais e a preservação dos principais produtos comercializados pelo Estado contribuíram para minimizar os impactos imediatos da medida.

Ainda assim, a entidade ressalta que o cenário exige acompanhamento constante diante da possibilidade de mudanças futuras na política comercial norte-americana.

A CNA também destaca que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é considerada complementar.

Durante as discussões sobre a medida, empresas e importadores norte-americanos defenderam a continuidade das compras de produtos brasileiros, argumentando que eles abastecem cadeias produtivas locais e ajudam a evitar aumento de custos para a indústria dos EUA.

Os Estados Unidos são o segundo principal destino das exportações do agronegócio brasileiro.

Em 2025, as vendas do setor para aquele mercado alcançaram cerca de US$ 12 bilhões, reforçando a relevância da parceria comercial entre os dois países.

Apesar da avaliação positiva para Mato Grosso do Sul, a Famasul afirma que continuará monitorando os desdobramentos da política comercial norte-americana em conjunto com a CNA, uma vez que eventuais alterações na lista de exceções poderão afetar a competitividade de alguns segmentos do agronegócio brasileiro.