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Educação e Tecnologia

Após 9 anos sem paralisação, professores da UFMS aprovam greve a partir de maio

Em assembleia, foram contabilizados 150 votos a favor da greve, 52 votos contrários e 2 abstenções

Por Mylena Fraiha | 23/04/2024 16:56
Salas de aula do curso de Biologia estão fechadas na UFMS (Foto: Arquivo/Campo Grande News/Clara Farias)
Salas de aula do curso de Biologia estão fechadas na UFMS (Foto: Arquivo/Campo Grande News/Clara Farias)

Sem acordo com o Governo Federal, na manhã desta terça-feira (23), a assembleia geral da Adufms (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) votou a favor da deflagração de greve na UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul), a partir do dia 1º de maio.

Há quase dez anos a instituição não registra uma grande paralisação. Em 2015, os professores ficaram quase 5 meses parados, o que comprometeu o ano letivo.

Hoje, foram registrados 150 votos favoráveis contra 52 contrários, além de duas abstenções. A votação ocorreu em formato híbrido e contou com a participação de docentes dos campi de Campo Grande, Três Lagoas (CPTL), Aquidauana (CPAQ) e Corumbá (CPan).

A presidenta da Adufms, Mariuza Guimarães, garante que a partir do dia 1° de maio estarão suspensas todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão que são desenvolvidas por docentes.

Entretanto, serviços do HU (Hospital Universitário) e RU (Restaurante Universitário) não irão paralisar. "Sobre os serviços essenciais, nós vamos fazer uma discussão do comando de greve no dia 29 e vamos tirar um cronograma de como os serviços essenciais vão estar funcionando, de acordo com a legislação”, explica Mariuza.

De acordo com a presidenta da Adufms, a greve da UFMS seguirá por tempo indeterminado. “Já temos 24 universidades e institutos federais em greve eh e vamos, a greve vai continuar até que o Governo apresente uma proposta razoável, que contemple também os aposentados e aposentadas”.

Reivindicações - Os professores reivindicam a recomposição salarial, isto é, a correção dos salários de acordo com a inflação. A legislação prevê essa correção anualmente, mas não ocorre desde 2017, o que resultou em uma perda salarial de aproximadamente 40%. Em 2023, foi concedido um reajuste emergencial de 9%.

“Atualmente, estamos enfrentando dificuldades, e muitos professores têm reclamado que os salários não estão sendo suficientes para pagar todas as despesas no final do mês”, comenta Mariuza.

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