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Educação e Tecnologia

Estudantes da periferia aprendem a fazer Ciência valorizando plantas medicinais

Eles ganharam prêmios em feiras realizadas em 2024, 2025 e já pensam no projeto de 2026

Por Cassia Modena | 10/01/2026 15:52
Estudantes da periferia aprendem a fazer Ciência valorizando plantas medicinais
Os adultos são a vice-diretora e o diretor da escola e os estudantes são (da esq. para a dir.) Eduardo, Guilherme e Lucas Gabriel (Foto: Divulgação/Fecintec)

Um trio de colegas da Escola Municipal Padre Tomaz Ghirardelli, em Campo Grande, não vê a hora de voltar às aulas para voltar a pesquisar e aprender mais sobre Ciência. Eles já conquistaram dois prêmios juntos em 2024 e 2025, e agora estão na expectativa do que vão apresentar em 2026.

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Estudantes de escola municipal em Campo Grande desenvolveram pesquisa científica com plantas medicinais para combater piolhos. O trio, formado por Guilherme Vieira, Eduardo Lessa e Lucas Gabriel de Souza, criou um xampu natural utilizando boldo, melão-de-são-caetano e arruda. O projeto conquistou o segundo lugar em duas feiras científicas importantes: a Fetecms, em 2024, e a FecINTEC, em 2025. Os jovens pesquisadores, que estudam na Escola Municipal Padre Tomaz Ghirardelli, na periferia da capital, já planejam novo estudo focado no combate a escorpiões.

Guilherme Vieira, Eduardo Lessa e Lucas Gabriel de Souza estudam no Bairro Lageado, na periferia da Capital. Eles aprenderam a ser pesquisadores no clube de ciências da instituição pública.

O projeto que rendeu as duas premiações foi baseado no uso de plantas medicinais para combater a pediculose, como é chamada a infestação de piolhos no couro cabeludo. Com o apoio de duas professoras, os meninos desenvolveram um xampu com boldo, melão-de-são-caetano e arruda capaz de eliminar os parasitas.

"Fomos lendo artigos e testando. Batemos no liquidificador e deu certo", conta Guilherme, de 13 anos. Ele começou a ter familiaridade com as plantas medicinais desde muito novo, ao observar a avó fazendo chás.

Em 2024, a pesquisa rendeu para eles o segundo lugar na Fetecms (Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul), organizada pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Em 2025, o mesmo tema conquistou também o segundo lugar na FecINTEC (Feira de Ciência e Tecnologia de Campo Grande), promovida pelo IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul). Em ambas, eles concorreram com outros alunos de escolas públicas, do Instituto Federal e de escolas privadas.

Este ano - Guilherme e os colegas pensam em estudar alguma solução para combater escorpiões por verem tantos casos de infestação pela cidade. Eles ainda vão alinhar o tema com os professores quando voltarem aos estudos.

Com apoio da família, o adolescente quer seguir carreira na Ciência. "Minha mãe e meus avós me incentivam por eu ser estudioso. Pesquiso muito sobre as tendências e quero continuar nisso", finaliza.

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