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Educação e Tecnologia

Governo anuncia recomposição de orçamento das universidades

Recurso é destinado ao custeio, obras e bolsas de estudo

Por Fernanda Palheta | 20/01/2026 15:37
Governo anuncia recomposição de orçamento das universidades

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (19) a recomposição de R$ 977 milhões ao orçamento das universidades e institutos federais para 2026. Durante o anúncio, o ministro da Educação, Camilo Santana, reforçou o compromisso do governo com as instituições de ensino superior.

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O governo federal anunciou a recomposição de R$ 977 milhões ao orçamento das universidades e institutos federais para 2026. Do montante total, R$ 218 milhões são destinados a obras do PAC, R$ 230 milhões para bolsas da Capes e R$ 488 milhões para custeio.A medida visa amenizar o impacto do corte aprovado pelo Congresso Nacional em 2023, que afetaria significativamente instituições como a UFMS e UFGD, em Mato Grosso do Sul. O MEC reconhece que as universidades ainda enfrentam consequências da redução orçamentária ocorrida entre 2016 e 2022.

Nas redes sociais, Santana, apontou que, do total recomposto, R$ 218 milhões são de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), R$ 230 milhões são destinados à Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que oferece bolsas para os estudantes, e R$ 488 milhões são recursos para o custeio.

A Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), comemorou a recomposição orçamentária, que segundo a entidade é fruto de diálogo.

O corte foi aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado e representaria uma redução de R$ 11,4 milhões aos cofres das duas universidades federais de Mato Grosso do Sul. A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) terá corte de R$ 8,2 milhões, enquanto a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) perderá R$ 3,2 milhões em relação ao previsto inicialmente.

Após o anúncio do corte, no final do ano passado, a reitora da UFMS, Camila Ítavo, apontou que a universidade teria que rever o planejamento deste ano. “Esse cenário impõe desafios adicionais à gestão universitária, especialmente na manutenção da infraestrutura, no custeio de serviços essenciais e na garantia das condições necessárias para o desenvolvimento do ensino, da pesquisa, da extensão e da inovação”, disse em dezembro.

As universidades federais afirmam que o orçamento de 2025 já estava abaixo do necessário para manter as atividades em níveis considerados adequados. O MEC (Ministério da Educação) reconheceu naquele momento que as universidades ainda sentem os efeitos da redução orçamentária ocorrida entre 2016 e 2022 e afirmou que, desde 2023, vem adotando medidas para recuperar gradualmente os recursos destinados ao ensino superior.

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