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Educação e Tecnologia

No primeiro dia de greve, professores apenas aplicam provas e recebem trabalhos

No campus de Campo Grande, alunos apareceram para aulas, mas ficaram sem

Por Cassia Modena e Clara Farias | 02/05/2024 09:47
Estudante chega na UFMS, esvaziada neste pós-feriado do Dia do Trabalhador (Foto: Marcos Maluf)
Estudante chega na UFMS, esvaziada neste pós-feriado do Dia do Trabalhador (Foto: Marcos Maluf)

Com movimento de greve começando hoje (2), parte dos professores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) em Campo Grande que aderiram seguem dentro das salas de aula apenas para aplicar provas e avaliar apresentações de trabalhos, para que as últimas pendências sejam resolvidas antes da paralisação total.

A maioria não está seguindo as rotinas, conforme apurou a reportagem nesta manhã, indo até local. Alunos dos cursos de Nutrição, Arquitetura e Urbanismo e Farmácia eram alguns dos poucos que circulavam para se preparar ou fazer as avaliações.

A estudante da Farmácia, Eduarda Siqueira, 18, por exemplo, está avisada desde a semana passada sobre quais professores entrariam e greve e quais não. A maior parcela vai interromper as atividades, segundo ela.

Estudante de Farmácia, Eduarda conta que cada professor foi comunicando a adesão em aula, na semana passada (Foto: Marcos Maluf)
Estudante de Farmácia, Eduarda conta que cada professor foi comunicando a adesão em aula, na semana passada (Foto: Marcos Maluf)

Uma das professoras do curso, conta a universitária, promete aderir quando o calendário acadêmico for suspenso. É o mesmo caso de dois do curso de Nutrição, que Isabelly Mayhume, 19, faz.

Eduarda e Isabelly contam que são favoráveis à greve, embora saibam que pode atrasar estágios obrigatórios e a formatura. "A greve traz reivindicações válidas. Docentes e técnicos [administrativos] têm que procurar os direitos deles mesmo, tem que parar, sim", falou a estudante de Nutrição.

Calendário acadêmico -  Por meio do site oficial, a reitoria da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) informou que não irá suspender o calendário.

Isso poderá ser feito mais tarde, no entanto, por decisão do Conselho Universitário, do qual faz parte o próprio reitor da universidade, Marcelo Turine. Não houve definição em conjunto até o momento.

Corredor central com pouca circulação de estudantes e funcionários nesta manhã (Foto: Marcos Maluf)
Corredor central com pouca circulação de estudantes e funcionários nesta manhã (Foto: Marcos Maluf)

A UFMS também frisou que não irá suspender benefícios recebidos pelos alunos, como bolsa-auxílio, enquanto durar a greve.

Ir à UFMS mais para fazer provas e trabalhos que faltavam é também o caso de Victor Hugo de Lima, 18 anos, que cursa Arquitetura e Urbanismo. Neste semestre, ele tem nove disciplinas. Somente três dos professores optaram em esperar alguma notícia sobre o calendário acadêmico.

Queda de braço - A quantidade exata de professores que aderiram à greve ainda é desconhecida. Segundo a assessoria de imprensa da Adufms (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) informou, uma lista nominal de quem aderiu foi pedida pela reitoria para atender instrução normativa do Ministério da Economia. A entidade, no entanto, sinalizou que deverá relatar somente o quantitativo total, para "evitar perseguição aos docentes" grevistas.

Reunião entre o comando de greve e reitor da UFMS, Marcelo Turine [de máscara] (Foto: Divulgação/UFMS)
Reunião entre o comando de greve e reitor da UFMS, Marcelo Turine [de máscara] (Foto: Divulgação/UFMS)

"Os dirigentes das 25 Unidades da Administração Setorial da UFMS deverão monitorar e acompanhar, semanalmente, os professores grevistas em cada unidade. Em conjunto com a coordenação dos cursos, deverão informar e divulgar aos estudantes quais disciplinas serão suspensas em cada semana durante a greve. A identificação dos professores grevistas é legalmente fundamentada, em nível federal, na Instrução Normativa SRT/MGI nº 49, de 20 de dezembro de 2023", justificou a UFMS em trecho de notícia publicada no site.

“Alguns docentes já comunicaram que tem diretor de unidade solicitando nome de quem vai aderir à greve, e dizendo que se coordenador aderir seria chamado o substituto imediato. É inadmissível”, afirmou a presidente da Adufms, Mariuza Guimarães.

O Campo Grande News questionou a assessoria de imprensa da UFMS também se a instituição irá cobrar manutenção do quantitativo mínimo de professores, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.

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