Prefeitura apura oferta de feijão com farinha em escola indígena de Caarapó
Secretaria diz que despensa estava abastecida e investiga quem decidiu servir a refeição às crianças
Após denúncias sobre a merenda oferecida na Escola Municipal Nandejara, localizada na Aldeia Te’yikue, em Caarapó, a 274 quilômetros de Campo Grande, a prefeitura informou que abriu processo administrativo para investigar a decisão de servir apenas feijão com farinha aos alunos da unidade escolar.
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A Prefeitura de Caarapó abriu um processo administrativo para investigar a merenda servida na Escola Municipal Nandejara, na Aldeia Te'yikue, após um vídeo mostrar crianças recebendo apenas feijão com farinha. O secretário de Educação informou que a despensa estava abastecida quando a equipe chegou ao local e que uma sindicância foi instaurada para identificar responsáveis pela refeição inadequada.
Segundo o secretário municipal de Educação, Carlos Vinicius Figueiredo, a equipe da pasta foi enviada à aldeia assim que a situação chegou ao conhecimento da administração municipal. De acordo com ele, ao chegar à escola, os servidores encontraram a despensa abastecida, inclusive com proteínas.
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“Quando nós mandamos a equipe, havia alimentos lá. Nós também levamos mais alimentos, mas identificamos que havia, sim, alimentos para serem produzidos”, afirmou o secretário.
Figueiredo disse que a direção da unidade e a coordenação da extensão escolar não comunicaram previamente qualquer possível falta de alimentos.
Uma mãe, que não quis se identificar, diz estar indignada com a merenda escolar, pois foi visitar o filho na escola e a criança comia apenas feijão e farinha.
Diante do episódio, a Secretaria Municipal de Educação instaurou uma sindicância para esclarecer o que ocorreu dentro da escola. A administração aguarda agora respostas formais da unidade escolar para identificar quem tomou a decisão e quais circunstâncias levaram ao fornecimento da refeição denunciada no vídeo.
“Já mandei a documentação na manhã de hoje solicitando respostas e informações da unidade escolar. A partir disso, vamos apurar se houve alguma falha de logística, alguma falha de produção”, disse.
O secretário afirmou ainda que a prefeitura pretende responsabilizar eventuais envolvidos caso sejam constatadas irregularidades ou condutas intencionais.
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