Durante as férias, você monitora mais o que seus filhos fazem na internet?
Casos recentes em MS acenderam alerta para os riscos de desafios virtuais e grupos online adolescentes
Duas mortes recentes envolvendo crianças e adolescentes em Mato Grosso do Sul acenderam um alerta sobre os riscos do ambiente virtual e levantaram o debate sobre o acompanhamento dos pais durante o período de férias, quando muitos jovens passam mais tempo conectados à internet.
Em São Gabriel do Oeste, a 137 quilômetros de Campo Grande, um menino de 8 anos morreu após ser encontrado desacordado dentro de casa. A investigação apura a suspeita de que a criança tenha inalado desodorante aerossol em uma prática difundida na internet. No imóvel, a perícia encontrou um frasco do produto, além de um lençol com forte odor e manchas consideradas compatíveis com a inalação. O laudo pericial ainda deve confirmar a causa da morte.
Dias depois, em Naviraí, a 359 quilômetros da Capital, uma adolescente de 13 anos foi encontrada morta e a polícia investiga uma possível relação com um grupo virtual no aplicativo Discord.
Prints atribuídos a conversas mostram mensagens de pressão psicológica, humilhações e possível indução a comportamentos extremos. A autenticidade do material e a participação dos envolvidos ainda serão apuradas.
Os dois casos colocaram em evidência a preocupação com conteúdos perigosos compartilhados na internet, desafios virtuais e ambientes digitais em que crianças e adolescentes podem sofrer influência ou pressão de terceiros.
Com a chegada das férias escolares, quando muitos jovens permanecem mais tempo em casa e aumentam o uso de celulares, redes sociais, jogos online e aplicativos de mensagens, especialistas reforçam a importância de pais e responsáveis acompanharem a rotina digital dos filhos e conversarem sobre os riscos encontrados no ambiente virtual.
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