Maioria dos leitores diz nunca ter denunciado terrenos sujos em Campo Grande
O tema também repercutiu nas redes sociais, com 48 internautas comentando sobre a situação

A maioria dos leitores do Campo Grande News que participou da enquete publicada ontem afirmou nunca ter denunciado a existência de terreno sujo próximo de casa. Ao todo, 55% responderam que não, enquanto 45% disseram já ter feito algum tipo de denúncia.
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O tema também repercutiu nas redes sociais, com 48 leitores comentando sobre a situação e relatando frustração com a falta de solução, conflitos com vizinhos e problemas recorrentes com mato alto, lixo e até queimadas.
Para a leitora Charlene da Silva, denunciar não traz resultados. “Pra que serve a denúncia? É perda de tempo. Nada resolvem”, comentou. Já Amilson Oliveira afirmou que já acionou os órgãos responsáveis, mas o problema persiste. Segundo ele, o vizinho proprietário do terreno limpa apenas parte da área e ainda faz queimadas. “Na lateral da minha casa nunca limpa e, quando limpamos pra ele, ainda acha ruim”, relatou.
A leitora Keli Souza contou que convive com dois terrenos abandonados, um ao lado e outro em frente à residência. “Está um matagal, uma sujeira, porque os donos não aparecem aqui há uns dez anos”, disse. Em contrapartida, Marinaldo Borges afirmou que é proprietário de um terreno no Jardim Noroeste e mantém a limpeza em dia. “Pago para limpar direto. A última limpeza foi em novembro”, afirmou.
Maria Aparecida Lopes Cabanha denunciou o que considera tratamento desigual. Segundo ela, há um terreno em frente à sua casa onde uma construção foi demolida e que pertence a um servidor municipal. “Se fosse um de nós, estaria cheio de multa. Nem o pessoal da saúde quer colocar no diário, dizem que têm medo”, comentou.
Em Campo Grande, a Lei nº 2.909/1992 obriga os proprietários a manterem seus terrenos limpos e livres de lixo ou entulho. Após denúncia, a fiscalização municipal realiza vistoria e, caso sejam encontradas irregularidades, o dono do imóvel é notificado para regularizar a situação dentro do prazo legal. Se o problema persistir, o proprietário pode ser multado em valores que ultrapassam R$ 3 mil, variando conforme a área do terreno e a reincidência, além de poder ter os custos da limpeza executada pela Prefeitura lançados junto à multa na inscrição imobiliária do imóvel.
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