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Preço pesa mais que marca na hora das compras para 73% dos leitores

Enquete mostra que consumidores só mantêm preferência quando diferença de valor é pequena

Por Gabriel Neris | 21/10/2026 05:48
Preço pesa mais que marca na hora das compras para 73% dos leitores
Consumidores observam produtos em prateleira de mercado da Capital (Foto: Arquivo)

Na hora de fazer compras no supermercado, a preferência por determinada marca já não é suficiente para convencer a maioria dos consumidores a pagar mais caro. Enquete do Campo Grande News desta terça-feira (20) mostra que 49% dos participantes só levam suas marcas preferidas quando a diferença de preço é pequena. Outros 24% afirmaram que escolhem sempre o produto mais barato, independentemente da marca. Já 27% disseram que continuam fiéis às suas preferências, mesmo pagando mais. Somados, 73% dos participantes levam o preço em consideração na hora de decidir o que colocar no carrinho.

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Enquete do Campo Grande News mostra que 73% dos consumidores consideram o preço ao fazer compras no supermercado: 49% levam a marca preferida apenas quando a diferença é pequena e 24% escolhem sempre o mais barato. Outros 27% mantêm a fidelidade, mesmo pagando mais. Leitores citam preços altos. Segundo Conab e Dieese, a cesta básica da Capital custou R$ 806,56 em setembro, alta de 0,18%, a nona mais cara do país, e consome 53,79% do salário mínimo líquido.

Nos comentários, os leitores reforçaram o impacto dos preços no orçamento doméstico. Vanessa Silva brincou que, há algum tempo, só compra produtos da marca "A MAIS", em referência ao mais barato. Rosi Fernandes Gonçalves Martins também lamentou os valores encontrados nas prateleiras. "Até gostaria, mas está tudo caro, então vamos à segunda opção, o mais barato", escreveu. Marcia Amorim resumiu a dificuldade de manter as preferências: "Questão a gente faz. O duro é conseguir comprar". Já Jadina Dassoler afirmou que nunca fez questão de marca.

Apesar da preocupação com os preços, alguns consumidores ainda procuram manter seus produtos favoritos. "Quando posso, sim", comentou Marcia Lolli Ghetti. Vita Souza também respondeu que continua escolhendo suas marcas preferidas. O resultado acompanha o comportamento identificado em reportagem publicada pelo Campo Grande News no sábado, que mostrou consumidores da Capital substituindo marcas conhecidas, reduzindo quantidades e adaptando o cardápio para economizar. Entre as mudanças relatadas estão a troca de produtos de limpeza por versões mais baratas e a substituição da carne bovina por opções como frango, carne suína, fígado e moela.

Preço pesa mais que marca na hora das compras para 73% dos leitores

A preocupação com os gastos ocorre mesmo diante de uma alta moderada da cesta básica em Campo Grande. Segundo levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o conjunto de 13 alimentos essenciais custou R$ 806,56 em setembro, aumento de 0,18% em relação a agosto.

A Capital registrou a nona cesta mais cara do país, comprometendo 53,79% do salário mínimo líquido. Entre os produtos que mais subiram no mês estão o tomate, com alta de 19,40%, e a batata, com 13,10%. Apesar da relativa estabilidade mensal, o custo dos alimentos continua pressionando o orçamento das famílias e ajuda a explicar por que, para boa parte dos leitores, a economia tem falado mais alto que a fidelidade às marcas.

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