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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

19/12/2011 15:59

Atletas não conseguem receber FAE e suspeitam de irregularidade na distribuição

Fabiano Arruda

Acusação é que ex-atletas são contemplados com recurso; presidente da Funesp nega irregularidade

Benefícios do FAE (Fundo de Apoio ao Esporte), executado pela Funesp (Fundação Municipal de Esporte), teriam sido distribuídos irregularmente neste ano. A acusação parte de atletas que afirmam pleitear os recursos há anos e não conseguem ser contemplados.

O Fundo, criado pela Lei Municipal 3.366 de 23/09/1997, visa dar “apoio financeiro aos atletas e equipes de Campo Grande proporcionando-lhes, condições para melhoria do seu desempenho físico e técnico, buscando alcançar melhores resultados em competições Internacionais, Nacionais, Regionais (Centro Oeste) e Estaduais”.

Pela lei, têm direito ao FAE, preferencialmente, “atletas, equipes, clubes com Sede no Município de Campo Grande devidamente filiados à Federação. Com resultados expressivos obtidos em competições Internacionais, Nacionais, Regionais (Centro Oeste) e Estaduais”. Além disto, o benefício pode ser concedido a clubes ou federações.

O problema é que um beneficiário da lista deste ano não é atleta.Wilson Anderson de Almeida, conhecido como Nando, consta na relação com benefício concedido no valor de R$ 2 mil. Ele promove torneios de vôlei de praia em Campo Grande.

Por telefone, Nando garantiu que a acusação não procede e explica que o fundo também pode ser reservado para atender a realização de eventos.

Pelo texto da Lei, disponível no site da Prefeitura de Campo Grande, apenas atletas, clubes ou federações são contemplados. Além disso, na relação, a FVMS (Federação de Voleibol de Mato Grosso do Sul) foi contemplada com R$ 8 mil.

“Não sou mais atleta, mas promovo eventos. O fundo tem sete conselheiros e se houvesse algo irregular dificilmente passaria”, defendeu-se. Nando ressaltou, ainda, que a verba concedida é insuficiente para realização de torneios de vôlei de praia.

“Numa etapa no final de semana seriam necessários R$ 4 mil. Fiz eventos de vôlei de praia durante 5 anos e nunca pedi ajuda para o governo ou prefeitura”, complementou.

O atleta de vôlei de praia Manoel Loureiro diz que existem boatos sobre a irregularidade na concessão do benefício, porém, não há prova, segundo ele.

“Apresentei projetos durante dez anos e nunca deram certo, enquanto de outras pessoas sempre eram aprovados”, diz, comentando que fez pelo menos dez viagens neste ano para competir em outros estados.

“Viajo com meu próprio dinheiro e com apoio de pequenos patrocinadores, empresas. Há uns três anos eu já nem peço mais (projeto no FAE)”, conta.

Outro atleta de vôlei de praia, Douglas Calepes, segue a mesma linha. Diz que tem conhecimento de que beneficiários do programa recebem o recurso há pelo menos cinco anos e não jogam mais profissionalmente, desde então.

“Há quatro anos eu tento e não consigo”, destaca, frisando que já fez viagens para jogar em Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso com todas as despesas custeadas com recursos próprios.

Em entrevista ao Campo Grande News, o presidente da Funesp, Carlos Alberto Assis, explica que o projeto distribui R$ 260 mil em recursos por ano e admite que o FAE patrocina alguns eventos. “Toda pessoa que promove esporte tem direito ao FAE”, garantiu.

“Sai em média R$ 1,5 mil para cada atleta. Nunca é o suficiente. Por mais que a gente coloque dinheiro no esporte. Sempre vai faltar”, complementa, exemplificando que a Copa Cidade de Voleibol é um dos eventos patrocinados pelo FAE.

A Funesp teve R$ 12,5 milhões de orçamento para este ano. O FAE e programa Atleta do Futuro, conforme Assis, são os principais projetos da pasta.



espero que apurem mais a fundo esta denuncia,para que não venha a acontecer mais a frente outras irregularidades...poxa vida.............
 
nilson moraes em 20/12/2011 12:49:34
Bem venho questionando a algum tempo a aplicação dos recursos destinados ao esporte tanto na esfera municipal quanto estadual, os fundos acredito eu devem ser aplicados nas modalidades e nos atletas que detenham bons resultados estaduais e a nivel nacional, sou um atleta que sempre tive entre os primeiros na modalidade citada na matéria, e ja obtive varios resultados importantes para nosso estado.
 
ALEX SANDRO ACCO em 20/12/2011 09:11:19
Mais uma vez o que todos tinham como duvida, esta esclarecido, e agora? Vai dar em nada, Pois nao só este ex-atletas esta na lista como muitas outras pessoas estão envolvidas com motose carros, onde esta o dinheiro que apoiaria os atletas para as viagens? Depois a Federação tem orgulho de destacar no site, atleta de MS e 1ºlugar na etapa, Deveria destacar sem patrocinio de NINGUEM.
 
Dirceu Santos em 20/12/2011 02:16:04
Todo e qualquer professor de educação fisica que atua na área de esporte, tem conhecimento suficiente para encaminhar o atleta ou pais dos atletas junto aos orgãos competentes que destinam verbas auxiliares para atletas. Logicamente que precisará de um projeto que demonstre os fins que terão o montante conseguido (se aprovado), prestando contas sobre onde foi utilizado. Informe-se.
 
Valmir Rabel em 19/12/2011 11:03:08
TENHO DUAS FILHAS FILIADAS NA FEDERAÇAO DE NATAÇAO, JÁ HA DOIS ANOS.
NUNCA SEQUER PASSARAM QUALQUER INFORMAÇAO SOBRE QUALQUER TIPO DE ASSISTENCIA.
PARA OS POLITICOS QUANTO MENOS SOUBERMOS SOBRE OS NOSSOS DIREITOS MELHOR PARA ELES.
 
antonia glorizete de almeida em 19/12/2011 06:30:23
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