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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

14/11/2013 20:51

Com corrida de rua avançando em MS, médico alerta para riscos de lesões graves

Vinícius Squinelo

Com benefícios enormes para a saúde dos praticantes, o aumento do número de adeptos da corrida de rua em Mato Grosso do Sul esconde alguns riscos, principalmente se acompanhado de falta de cuidados e busca desenfreada por resultados. Pelo menos essa é a análise do médico ortopedista Roberto Cisneros, especialista em cirurgia de joelho e traumatologia do esporte.

A melhor maneira de prevenir problemas físicos com a prática esportiva é o acompanhamento por especialistas. “O esporte sem acompanhamento pode esconder lesões, muitas vezes silenciosas, que podem até acabar com a vida esportiva de uma pessoa”, alerta Cisneros.

O ortopedista lembra que a prática da corrida vem aumentando desde os chamados “couch potatoes” – termo em inglês para designar pessoas sedentárias ou “batatas de sofá” –, passando por esportistas recreativos até corredores competitivos. Impulsionado pelo prazer biológico do esporte, que liberam endorfinas (hormônios que dão prazer e satisfação), os praticantes da corrida podem acabar prejudicados por eles mesmos.

“A constante busca por recordes pessoais, por melhoras de tempo, de performance, pode levar o corredor a esforços que ele ainda não pode dimensionar, em relação ao próprio corpo, ocasionando lesões, principalmente nos membros inferiores”, explica Roberto Cisneros.

Essas lesões, segundo o ortopedista, ocorrem pela prática não estruturada e não disciplinada da corrida, e são quase sempre silenciosas, ou seja, os corredores acabam só buscando auxílio médico quando estão com dor.

“Essa ausência as vezes de sintomas gera um problema para os amantes da corrida de rua. Quando a dor se manifesta, o aparelho locomotor do atleta pode já está com sofrimento de longa data, previamente e decorrente de desequilíbrio biomecânico que o corpo já vinha sofrendo, desequilíbrio este que permitia apenas atividades diárias leves. Porém, a prática esportiva mais pesada culmina no aparecimento da dor, que leva o corredor ao médico”, comenta Cisneros.

Um segundo problema, ainda segundo médico, é que com o início de tratamento a dor costuma sumir, e o atleta logo pensa que está curado, e volta cedo demais ao esporte, com alta probabilidade de novas lesões.

Para o praticante da corrida de rua, a recomendação é a realização de avaliações no início e durante determinados períodos da prática (musculoesquelética e cardiorrespiratória), assim como uma disciplina de orientação da prática esportiva, com avaliações periódicas, realizadas por profissionais especializados.

“Seja disciplinado, busque ajuda e faça o melhor por você. Afinal, seu sonho de corredor não pode e não deve acabar”, refere Roberto Cisneros.



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