Do futebol ao triatlo, influenciador campo-grandense conclui Ironman 70.3 no Rio
Além de atleta, Felipe Bertolt é criador de conteúdo com cerca de 2,2 milhões de seguidores nas redes sociais
O campo-grandense Felipe Bertolt, de 22 anos, trocou os campos de futebol pelo triatlo e concluiu, no último domingo, seu primeiro Ironman 70.3, no Rio de Janeiro.
RESUMO
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Criador de conteúdo com cerca de 2,2 milhões de seguidores nas redes sociais, ele completou a prova após apenas cinco meses de preparação e terminou em 13º lugar na categoria.
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A competição reuniu três modalidades em um único percurso: 1,9 quilômetro de natação, 90 quilômetros de ciclismo e 21,1 quilômetros de corrida. Para Felipe, o desafio foi ainda maior por estar há pouco tempo no esporte.
“Há cinco meses, decidi começar no triatlo e, desde o início, percebi que seria um desafio muito maior do que simplesmente treinar três modalidades. É um esporte que envolve muito tempo, investimento, organização e, principalmente, uma mudança no estilo de vida”, contou.
Antes de encarar o Ironman 70.3, no último domingo (9), o atleta disputou provas de distâncias menores.
Primeiro, participou de um triatlo sprint e, depois, de um triatlo olímpico. Segundo ele, a estratégia serviu para adquirir experiência com as transições e entender melhor a dinâmica das competições.
A preparação, porém, exigiu mudanças na rotina. Felipe afirma que os treinos de ciclismo foram os mais difíceis e que precisou conciliar as atividades esportivas com alimentação, recuperação e descanso.
“Tive bastante dificuldade principalmente nos treinos de bike, que exigiram muito de mim. Eu já trazia uma disciplina que construí através da corrida, mas no triatlo senti que precisava ter três vezes mais. São três modalidades para evoluir, além de alimentação, recuperação, descanso e toda a organização que existe por trás”, explicou.
Ao cruzar a linha de chegada, o sentimento foi de alívio e realização. Para o atleta, completar a prova representou também a confirmação de que era capaz de alcançar um objetivo que havia estabelecido apenas cinco meses antes.
“Quando eu concluí, foi uma felicidade enorme, mas também aquele sentimento de ‘eu consegui’. Você percebe que é realmente capaz daquilo que se propõe a fazer. Naquele momento, você se sente um super-herói mesmo”, afirmou.
Com bom humor, Felipe resume a relação com as três modalidades: “Eu sou ruim nas três modalidades, mas sou muito, muito bom em não desistir”.
Mudança esportiva - Antes de se aventurar no triatlo, Felipe tentou seguir carreira no futebol. Nascido e criado em Campo Grande, ele passou pelas categorias de base do Grêmio Santo Antônio e do União ABC. Durante a adolescência, também atuou nas categorias de base de Santos e Novorizontino.
A mudança de trajetória não é encarada por ele como uma frustração. Felipe afirma que guarda gratidão pelo período em que tentou seguir carreira no futebol e considera que o esporte foi fundamental para sua formação.
“Na minha adolescência, tentei seguir o sonho de ser jogador de futebol. Joguei no Santos, no Novorizontino e cheguei a jogar profissionalmente no União ABC. Mas, às vezes, a vida te leva para outros caminhos e tem outros planos para você”, disse.
Depois de deixar o futebol, ele passou cerca de um ano sem saber exatamente qual caminho seguir. Foi quando começou a correr e encontrou novamente no esporte características que faziam parte de sua rotina como jogador.
“A corrida começou a me devolver algumas coisas que o futebol me proporcionava: a disciplina, os desafios, aquela vontade de evoluir e de buscar sempre algo a mais”, contou.
Para Felipe, a experiência no esporte ultrapassa a questão física. Disciplina, responsabilidade, capacidade de lidar com derrotas e frustrações e a persistência são alguns dos aprendizados que ele levou do futebol para a vida.
Criador de conteúdo - Paralelamente à trajetória esportiva, Felipe construiu uma carreira nas redes sociais.
Ele ganhou grande parte dos seguidores durante a pandemia e hoje reúne cerca de 2,2 milhões de pessoas em suas plataformas.
Segundo o influenciador, porém, o crescimento nas redes também passou por uma transformação pessoal.
Felipe busca utilizar as redes para mostrar não apenas as conquistas, mas também as dificuldades envolvidas na prática esportiva. A intenção é incentivar os seguidores a adotarem hábitos mais saudáveis sem criar a imagem de que o processo é sempre fácil.
“Quero motivar, inspirar, ajudar, aconselhar e, ao mesmo tempo, mostrar a realidade de alguém que vive o esporte: as conquistas, mas também as dificuldades, as inseguranças e tudo que passa pela nossa cabeça durante o processo”, destacou.



