Federação busca alternativa para manter em MS jogos da Copa do Brasil
Clubes de Campo Grande estudam locais aptos para receberem as partidas da competição nacional

A FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) intensificou as articulações para tentar manter em Campo Grande os jogos dos clubes sul-mato-grossenses na Copa do Brasil de 2026.
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A Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) busca soluções para manter os jogos da Copa do Brasil de 2026 em Campo Grande. O principal obstáculo é a exigência da CBF de estádios com capacidade mínima de 4 mil torcedores, enquanto o Jacques da Luz comporta apenas 3.500. O presidente da FFMS, Estevão Petrallas, defende a permanência na capital, citando infraestrutura adequada, mas clubes como o Pantanal já avaliam opções em cidades vizinhas, como Presidente Prudente (SP). Petrallas argumenta que arquibancadas temporárias, usadas anteriormente com segurança, poderiam resolver o problema, mas o regulamento atual proíbe essa alternativa. Enquanto o Operário acredita em uma flexibilização da CBF, a FFMS intensifica esforços para evitar que os jogos saiam do estado. O sorteio dos mandos de campo e adversários ainda será realizado, definindo os próximos passos.
O principal entrave é o regulamento da competição, que estabelece capacidade mínima de 4 mil torcedores para os estádios que recebem partidas da 1ª à 4ª fase do torneio.
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Atualmente, o Estádio Jacques da Luz, único da Capital autorizado para jogos profissionais, possui capacidade liberada para até 3.216 espectadores, conforme laudo aprovado para 2026 e disponível no site da própria FFMS. O número fica abaixo do exigido pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
O presidente da FFMS, Estevão Petrallas, defende que os jogos permaneçam na Capital e afirma que a entidade está empenhada em buscar alternativas junto à CBF.
“A federação tem obrigação de ajudar os clubes, não existe federação sem os seus clubes filiados. Eu quero até o último instante insistir em Campo Grande. É a capital do estado, nós temos hotelaria, alimentação e aeroporto internacional. A cidade tem estrutura e pensamos na possibilidade de permanecer no Jacques da Luz”, declarou.
Segundo ele, a saída dos jogos representaria prejuízo esportivo e institucional para o Estado.
“Eu prometo que estou me dedicando para que esse jogo não saia de Campo Grande, porque acho uma perda para o futebol. Enquanto o Morenão não abre, a federação tem a responsabilidade de achar uma fórmula melhor”, completou.
Nos últimos anos, o Jacques da Luz recebeu arquibancadas temporárias para ampliar a capacidade em decisões do Estadual e em partidas da própria Copa do Brasil, como nos confrontos do Operário contra Criciúma (SC) e Operário de Ponta Grossa (PR).
No entanto, o regulamento atual da competição proíbe expressamente o uso de estruturas provisórias para atender às exigências de público.
Mesmo assim, Petrallas afirma que tenta sensibilizar a CBF. “Quero buscar uma solução dizendo que a arquibancada nossa, colocada de forma responsável, com orientação técnica e laudo do Corpo de Bombeiros, não oferece riscos. Já provamos isso recentemente. Hoje tivemos um aumento de quase 250 lugares, mas ainda não é suficiente. Para o futuro, pensamos em arquibancadas permanentes, em local adequado, com uma estrutura segura e definitiva”, explicou.
Clubes buscam alternativas - O presidente do Futebol Clube Pantanal, Gilmar Ribeiro, o “Mazinho”, adota um discurso mais cauteloso e admite que o clube já estuda alternativas fora do Estado.
“O Pantanal já está vendo algumas possibilidades fora do estado, porque também dependemos do sorteio. Se formos mandantes, temos algo em mente próximo daqui, uma cidade vizinha que comporte o que a CBF manda. Hoje o Mato Grosso do Sul não tem nenhum estádio apto para receber a Copa do Brasil”, afirmou.
Uma das opções consideradas é Presidente Prudente (SP), que fica a cerca de 400 quilômetros de Campo Grande e possui estádio dentro dos padrões exigidos.
“Se não houver uma força-tarefa para que isso aconteça aqui, vamos para o interior de São Paulo”, completou.
O presidente do Operário, Nelson Antônio da Silva, por sua vez, acredita que ainda há chances de os jogos acontecerem na Capital.
“No ano passado a arquibancada foi totalmente regularizada, estruturada, com vistoria do Corpo de Bombeiros e, não tivemos problema nenhum. Conseguimos atender a exigência de público da CBF”, relembrou.
Ele aposta em uma possível flexibilização por parte da entidade nacional. “Acredito que a CBF vai rever essa situação e permitir a instalação de arquibancadas móveis. Se não rever, vamos ter que estudar opções dentro ou fora do Estado, buscando a menos danosa para o clube e para o torcedor. Mas eu acredito fielmente que vamos jogar aqui em Campo Grande. Esse é o nosso objetivo”, disse.
A primeira fase da Copa do Brasil será disputada por Futebol Clube Pantanal e Ivinhema Futebol Clube em jogo único, nos dias 18 e 19 de fevereiro. Em caso de empate, a decisão será nos pênaltis.
O Operário FC entra diretamente na segunda fase da competição, com estreia prevista para o dia 25 de fevereiro.
O sorteio do mando de campo e dos adversários das equipes de Mato Grosso do Sul ainda será realizado pela CBF.
Até lá, a FFMS segue tentando convencer a CBF de que Campo Grande pode, novamente, ser palco de jogos da Copa do Brasil.

