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Esportes

Judoca de MS é convocado para representar o Brasil no Mundial Cadete

A competição deve reunir mais de 500 atletas e é considerada uma das maiores vitrines da modalidade

Por Judson Marinho | 02/07/2026 15:02
Judoca de MS é convocado para representar o Brasil no Mundial Cadete
Judoca André Dodero com a medalha conquistada na Millennium Team Cadet European Cup (Foto: Reprodução / Redes sociais)

O judô de Mato Grosso do Sul volta a ganhar destaque no cenário internacional. O campo-grandense André Dodero, de 16 anos, foi convocado pela CBJ (Confederação Brasileira de Judô) para representar o Brasil no Campeonato Mundial Cadete de Judô, principal competição da categoria sub-17, que será disputada entre os dias 20 e 23 de agosto, em Guayaquil, no Equador.

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O judoca sul-mato-grossense André Dodero foi convocado pela Confederação Brasileira de Judô para disputar o Campeonato Mundial Cadete no Equador, entre 20 e 23 de agosto. Aos 16 anos, o atleta da categoria até 60 kg integra uma delegação composta por 20 jovens talentos, incluindo veteranos e estreantes. Com resultados expressivos em circuitos europeus e nacionais, a equipe busca manter o protagonismo do Brasil, que historicamente acumula 40 medalhas nesta competição de base.

A competição deve reunir mais de 500 atletas de seis continentes e é considerada uma das maiores vitrines do judô de base mundial, reunindo jovens talentos que despontam para o alto rendimento.

Na categoria até 60 kg, André Dodero será um dos cinco atletas remanescentes da equipe brasileira que disputou a edição de 2025, realizada em Sófia, na Bulgária. O sul-mato-grossense volta a vestir a camisa da seleção após mais uma temporada de resultados expressivos.

Atualmente defendendo o Clube Pinheiros, de São Paulo, André iniciou sua trajetória no Judô Clube Rocha, em Campo Grande, onde deu os primeiros passos na modalidade.

Neste ano, o judoca conquistou a medalha de bronze na Millennium Team Cadet European Cup, uma das principais competições de base da Europa. Depois disso, em junho, garantiu a medalha de prata no Campeonato Brasileiro Cadete, disputado em Salvador (BA), resultado que reforçou sua posição entre os principais nomes da categoria no país.

Além de André, a seleção brasileira contará com outros quatro atletas que já possuem experiência em Mundiais Cadetes: as judocas Clarisse Vallim, campeã da última edição, Giovanna Imhof e Manuela Maia, além do vice-campeão Arthur Bonato.

A delegação brasileira também terá 15 estreantes na competição, entre eles Ana Mikaela Alcântara, Micaela Santos, Lavínia Igaki, Gabriela Pereira, Valentina Demeterco, Caroline Ohonishi, Yasmim Toledo, Rafael Falcão, Nicolas Almeida, Henrique Bahiense, Yago Mello, Davi Medina, Heitor Santos, José Pereira e Marcus Mota.

A formação da equipe começou ainda em dezembro de 2025, com a Seletiva Nacional da CBJ. Ao longo do primeiro semestre deste ano, os atletas disputaram etapas do circuito nacional e internacional que definiram a classificação para o Mundial.

Nas competições internacionais que valeram pontos para o ranking, o Brasil teve excelente desempenho. Foram seis medalhas na Copa Europeia de Antalya, sete em Teplice e 16 pódios em Faro, resultado que garantiu à delegação brasileira o segundo lugar na classificação geral da etapa portuguesa.

Além disso, a seleção também brilhou em torneios que não integravam o processo classificatório para o Mundial, conquistando 15 medalhas no Campeonato Pan-Americano, sete nos Jogos Sul-Americanos da Juventude e outras 18 no Campeonato Sul-Americano.

O Campeonato Mundial Cadete já revelou diversos atletas que posteriormente se tornaram medalhistas olímpicos e mundiais. No Brasil, o principal exemplo é Beatriz Souza, bronze no Mundial Cadete de 2015 e campeã olímpica nos Jogos de Paris 2024.

Na história da competição, o Brasil soma 40 medalhas: oito de ouro, 15 de prata e 17 de bronze. Em 2025, a seleção registrou sua melhor campanha, conquistando cinco pódios, incluindo dois títulos mundiais.

A edição de 2026 terá quatro dias de disputas, sendo os três primeiros destinados às categorias individuais e o último reservado para a competição por equipes mistas.

André Dodero chega ao Mundial como uma das apostas brasileiras para manter o país entre os protagonistas do judô de base internacional.