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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

21/07/2012 10:04

Parece diversão, mas é boliche levado a sério por quem compete em MS

Gabriel Neris
Campo Grande conta com apenas um local para praticar a modalidade (Foto: Rodrigo Pazinato)Campo Grande conta com apenas um local para praticar a modalidade (Foto: Rodrigo Pazinato)

Entretenimento para uns, esporte para outros. Assim é o boliche, que reúne adeptos de todas as idades. Em Campo Grande, um grupo de amigos decidiu praticar o esporte, mas não para diversão. O espírito competitivo falou mais alto e eles representam Mato Grosso do Sul em competições realizadas Brasil afora.

Toninho Meneghini, Mário Testa, Marcos Nemerski e Rodrigo Paza se reúnem todas as terças-feiras no Strike Boliche para treinar. São de quatro a cinco horas exaustivas para manter o ritmo de competição. Entretanto, Meneghini acha pouco. “Atletas de ponta treinam de três a cinco dias por semana, ou até todos os dias”, conta.

A falta de treinamento durante a semana tem explicação. Com apenas um estabelecimento no ramo em Campo Grande, os jogadores afirmam que não todas as vezes que podem treinar por questão financeira. A participação de cada um em competições fora da cidade também é por conta própria de cada atleta. “É um esporte caro. O que faz a diferença é o dinheiro. Em cada pagamos em média de R$ 4 mil, entre hospedagem, alimentação e inscrição”, reclama Meneghini.

Para iniciar na modalidade, os jogadores contam que o primeiro passo é comprar as próprias bolas de boliche. Os sapatos utilizados para jogar também são adaptados. O pé-esquerdo é deslizante, enquanto o outro é anti-deslizante. “Os sapatos custam em média R$ 580. Cada bola varia entre R$ 600 e R$ 700”, diz Testa.

Apesar das dificuldades, o grupo se orgulha das conquistas obtidas. No ano passado Mato Grosso do Sul foi campeão da Taça Brasil de Seleções. Este ano, a expectativa é o buscar o título do Campeonato Brasileiro de Seleções. “Temos disputado outro torneio, mas o objetivo mesmo é o Brasileiro de Seleções em Belo Horizonte”, afirma Meneghini. A competição será realizada entre os dias 15 e 18 de novembro.

Mato Grosso do Sul disputou no mês de abril o Campeonato Brasileiro de Tercetos, em Brasília. Os resultados não foram satisfatórios. “O nível foi alto demais, ficamos em último”, detalha Nemerski.

Mário Testa integra o grupo de adeptos do boliche campo-grandense (Foto: Rodrigo Pazinato)Mário Testa integra o grupo de adeptos do boliche campo-grandense (Foto: Rodrigo Pazinato)

Esperança - Capital do estado, mas atrás de Dourados. Pelo menos no número de participantes e visibilidade da modalidade, Campo Grande está atrás. A Federação de Boliche de Mato Grosso do Sul foi transferida há dois anos para a segunda maior cidade do estado, e atualmente é presidida por Gilson Domingos do Mar.

O número de adeptos também impressiona. Enquanto na Capital são cerca de 50 jogadores, em Dourados o número de participantes chega a 80. “Era pra ser o contrário, mas Dourados está melhor”, avalia Testa. Segundo ele, em Dourados são dois locais para praticar a modalidade.

Para comprovar a superioridade douradense, competidores do município foram vencedores do Campeonato Brasileiro de Clubes da Segunda Divisão, disputado em São Paulo.

Enquanto não alcança o nível de estrutura de Dourados, a turma campo-grandense se ajuda da forma que pode. “Cada um tem seus equipamentos, mas nós vamos um ajudando o outro, corrigindo, passando informações”, encerra Nemerski.



Parabéns aos amigos bolicheiros de Campo Grande. Nós de Dourados estamos com saudade dos torneios que aconteciam aí na capital, marcados por forte clima de disputa e companheirismo. Pena que o Paulo tenha perdido um pouco o interesse pelo boliche competição. Era mais fácil negociar valor de hora com ele para fazer torneio. Hehehehe. Em setembro tem brasileiro individual no Rio. Bora lá, galera?
 
Helio de Freitas em 22/07/2012 11:37:27
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