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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

06/07/2014 17:09

Sem patrocínio, pilotos investem alto e do próprio bolso para equipar veículos

Mariana Lopes e Caroline Maldonado
Evento reuniu hoje 50 pilotos que competiram em 11 categorias (Foto: Marcelo Victor)Evento reuniu hoje 50 pilotos que competiram em 11 categorias (Foto: Marcelo Victor)
Bivis deixa até mesmo as necessidades pessoais para investir no carro (Foto: Marcelo Victor)Bivis deixa até mesmo as necessidades pessoais para investir no carro (Foto: Marcelo Victor)
Próxima etapa será em setembro, quando os pilotos também concorrem a 11 categorias (Foto: Marcelo Victor)Próxima etapa será em setembro, quando os pilotos também concorrem a 11 categorias (Foto: Marcelo Victor)

A paixão pela velocidade ameniza o desânimo provocado pela falta de incentivo aos pilotos de provas de arrancadas. A vontade de correr é maior e eles nem se importam em investir do próprio bolso para equipar os veículos e deixá-los mais potentes na hora das competições. O investimento pode chegar a R$ 120 mil.

Na tarde de hoje (6), a segunda etapa da Copa Centro Oeste de Arrancadas reuniu 50 pilotos que competiram em 11 categorias. O evento foi no Autódromo Internacional de Campo Grande, na saída para Três Lagoas.

Competindo na categoria desafio livre, o piloto Bivis Carvalho, 31 anos, reclama da falta de patrocínio, mas revela que na falta de um incentivo deixa até as necessidades pessoais de lado para conseguir incrementar o carro para as corridas. Em seis anos que participa das provas, ele já investiu aproximadamente R$ 13 mil no carro.

Ele compara que o esporte é muito mais incentivado em outros estados do Brasil. "Já competi em outros lugares que tem até prêmio em dinheiro", comenta o piloto. Bivis ressalta que já participou de eventos com público estimado em 30 mil. "Aqui é um esporte com poucas pessoas, mas acho que está crescendo", observa.

Na competição de hoje, os três primeiros classificados de cada categoria receberia um troféu. A próxima etapa será em setembro, quando os pilotos também concorrem a 11 categorias.

De acordo com Marcelo Rezeck, organizador da categoria Performance Garagem Import, o valor investido nos veículos varia de R$ 6 a R$ 120. “O piloto investe até deixar o carro como quer, e ele quer deixar sempre no melhor estado para correr e ter um bom desempenho na prova”, destaca, sem revelar quanto já investiu no próprio carro de competição.

E quem está na torcida, embora não entenda tanto gasto para correr, ainda assim torce para o melhor resultado. Eurípedes Luiz de Freitas, 68 anos, foi assistir o filho, Gleison Antônio de Freitas, 42 anos, que corre na categoria moto livre.

Ele não gosta da velocidade e acha o esporte perigoso, mas enche a boca de orgulha na hora de dizer que é o "pai da fera". "Preferia que ele não corresse, mas já que não tem jeito, eu me orgulha do meu filho", enfatiza Eurípedes.



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