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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

30/06/2018 11:05

Supersalários de astros da Copa contrastam com realidade de MS

Faturamento do maior jogador do Brasil na atualidade é 707.500% maior que um jogador bem remunerado no Estado recebe

Gabriel Neris e Humberto Marques
Neymar é o maior astro brasileiro no futebol mundial atualmente (Foto: Fifa/Divulgação)Neymar é o maior astro brasileiro no futebol mundial atualmente (Foto: Fifa/Divulgação)

A Copa do Mundo termina no dia 15 de julho e até lá até mesmo quem não é ligado ao futebol faz o possível para acompanhar as 64 partidas previstas. É a oportunidade de acompanhar astros como Cristiano Ronaldo, Messi, Neymar, donos dos maiores salários do planeta, de acordo com o levantamento da revista France Football.

Assistir as partidas envolvendo as principais seleções do planeta contrastam com a realidade de Mato Grosso do Sul, seja com craques dentro de campo, estrutura ou salários astronômicos, levando ao pensamento de nem se tratar do mesmo esporte.

No levantamento da France Football, divulgado em abril, Neymar aparece com remuneração de R$ 340 milhões por temporada, R$ 28,3 milhões mensais. O cálculo mais detalhado aponta que o camisa 10 da seleção brasileira ganha R$ 943,3 mil por dia. Os valores contam com salário bruto, premiação e receitas publicitárias.

Em comparação com o que um jogador ou técnico bem remunerados em Mato Grosso do Sul podem ganhar, são 707.500% de diferença, levando em consideração salário em torno de R$ 4 mil, já elevado para os padrões locais.

União ABC disputou Estadual de MS com média salarial de mil reais (Foto: Saul Schramm)União ABC disputou Estadual de MS com média salarial de mil reais (Foto: Saul Schramm)

O Operário, atual campeão sul-mato-grossense, foi um dos que precisou investir para chegar ao título. O presidente do clube, Estevão Petrallas, disse que somente desta maneira o clube conseguiu quebrar a marca de duas décadas sem título. “Bastante audacioso, até quase inconsequente, mas tínhamos que arriscar”, exalta.

Ele lembra que os dirigentes do Estado precisam trabalhar com o chamado “cobertor curto”, ou seja, cobrindo a cabeça, mas deixando os pés para fora. “É gestão, o que você economiza na alimentação paga de salário”. Para isso o Galo apostou em nomes de atletas que já vestiram a camisa de clubes de expressão, como Rodrigo Gral (Palmeiras e Grêmio), Rodrigo Arroz (Guarani), André Paulino (Chapecoense) e o goleiro Pereira (Gama).

Em março, o Campo Grande News fez um perfil do União ABC, time mais novo do Estadual. O salário dos jogadores não passava de mil reais, sempre com a intenção de revelar jogadores e não pensando em títulos.

Apesar do abismo em que Mato Grosso do Sul se encontra em comparação com o futebol europeu, o Estado não vive fora da realidade do cenário nacional. Levantamento da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) divulgado no ano passado aponta que 82,40% dos 28.203 jogadores profissionais registrados no país ganham até mil reais de salário.

Outros 13,68% dos jogadores têm vencimentos de até R$ 5 mil e menos de 5% têm a carteira de trabalho registrada com salário acima de R$ 5 mil.



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