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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018

27/05/2012 11:56

Time convidado do Paraná ganha Estadual Feminino de Futebol

Mariana Lopes e Paula Vitorino

Mesmo com pouca platéia, meninas do futebol não desanimam no campo e sonham com o profissiionalismo

Esporte Clube Açaí ganha final com 2 gols (Foto: João Garrigó)Esporte Clube Açaí ganha final com 2 gols (Foto: João Garrigó)

Com o placar fechando com 2 a 1, o time paranaense Esporte Clube Açaí leva o título de campeão do 2° Campeonato Estadual de Futebol Feminino. A final foi hoje (27), no estádio Jaques da Luz, e quem ficou o segundo e terceiro lugar foram os times Recanto do Galo, de Três lagoas, e Comercial, de Campo Grande, respectivamente.

Os títulos são bem vindos, mas no Campeonato, o incentivo ao esporte conta mais para as atletas, que pelo sonho em busca do futebol profissional, enfrentam a falta de estrutura e divulgação ao preconceito de que o esporte é apenas para os homens.

“Esse ano melhorou a participação das equipes, mas inda falta incentivo, apoio privado, divulgação e mais pessoas para prestigiar”, afirma a diretora do campeonato Romilda Campo.

Aos 19 anos e há 10 que se dedica ao futebol, Evelin Gonçalves, faz faculdade de educação física, mas sonha em se tornar jogadora profissional. “Mas aqui é praticamente impossível, não tem incentivo”, diz, desanimada.

Camila Ferreira, de 16 anos, joga há cinco anos e compartilha do sonho da colega, mas cogita a ideia de fazer faculdade de Direito, já prevendo que o esporte pode não dar retorno.

O preconceito também chateia a atleta, que garante ser uma realidade com as meninas do futebol. “Sempre tem brincadeiras, acham que a gente é lésbica, sem contar quando dizem que a nunca vamos ser boas, que futebol é coisa para homem”, lamenta.

Para o técnico do Recanto do Galo, Jony Michel, Mato Grosso do Sul ainda é fraco no futebol feminino. “Como vou incentivar outras meninas a jogarem se elas não podem assistir a jogos, já que todos acontecem apenas em Campo Grande...”, questiona.

Entre outras reclamações, o técnico pontua o tempo entre um jogo e outro durante o campeonato. “É um seguido do outro, não dá nem para as jogadoras descansarem”, diz.

Na platéia, Elaine Dias Ribeiro, 26 anos, foi lá para assistir ao jogo da cunhada, que joga pelo Comercial. Junto com a família, ela conta que sempre está junto apoiando, mas comenta a falta de público. “Acho que falta mais divulgação”, acredita.

Os clubes Escolinha do Nato, de Sidrolândia, e Vasquinho, de Campo Grande, também participaram do campeonato, que começou na sexta-feira (25).



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