ACOMPANHE-NOS    
OUTUBRO, SEGUNDA  26    CAMPO GRANDE 26º

Jogo Aberto

A paranoia do guarda com o trabalho da imprensa

Por Waldemar Gonçalves | 01/10/2016 07:00

Paranoia – A atual administração municipal tem uma certa paranoia com o trabalho da imprensa. Ontem, a reportagem do Campo Grande News pediu – e obteve – autorização da Secretaria Municipal de Saúde para ir a postos de saúde, que são prédios públicos, diga-se, registrar o último dia de campanha nacional de vacinação. Até aí, tudo certo.

Guardinha – Ocorre que, na unidade de saúde do bairro Coronel Antonino, a equipe chegou a se identificar na entrada e começou a fazer seu trabalho, até ser interrompida por um guarda municipal. Além de proibir a reportagem, o servidor negou-se a falar com a assessoria da Sesau, que havia autorizado a entrada do Campo Grande News e pretendia reforçar a ele tal determinação.

Alfinetadas – Não faltaram alfinetadas dos candidatos a prefeito de Campo Grande no último debate antes das eleições 2016. Funcionário fantasma, lembrança da Coffee Break e Caravana da Saúde foram alguns dos alvos dos embates.

E o eleitor? – O candidato do PV, Marcelo Bluma, comentou sobre o fato de, segundo ele, o eleitor ter de escolher entre “assombração” e “mula sem cabeça”, caso se concretize o segundo turno das eleições.

Sem nível – Bluma não citou nomes, mas irritou a candidata Rose Modesto (PSDB). A tucana lamentou pelo eleitor não assistir a um debate “no nível que merecia”, às vésperas da eleição.

Confiantes – Mesmo com as críticas e alfinetadas, os candidatos saíram de lá se dizendo confiantes em suas performances e acreditando que o confronto foi determinante para os indecisos definirem uma escolha nas urnas.

Repetidos – Os discursos se repetiram no último debate. Athayde Nery (PPS) aproveitou novamente para pedir explicação para Marquinhos Trad (PSD) sobre sua suposta contratação na Assembleia Legislativa. Marcelo Bluma repetiu pelo menos umas quatro vezes que é “engenheiro”. Segundo ele, para legitimar sua autonomia em falar de trânsito, por exemplo.

Pouco movimento – Perto da eleição, a movimentação na área central e nos bairros ainda é tímida. São poucas ações nas ruas, se comparada a eleições anteriores.

Indecisos – Os novos candidatos a vereador, com tempo curto na TV e de campanha, têm o desafio de convencer os eleitores na reta final. Há muitos indecisos.

Alta abstenção – A Justiça Eleitoral tem feito propagandas para incentivar a população a acompanhar o pleito eleitoral e ir votar no domingo. O temor é que o número de abstenção seja muito superior aos outros pleitos.

(Com Mayara Bueno, Christiane Reis e Leonardo Rocha)

Nos siga no Google Notícias
Regras de comentário