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Alvo da Operação Gutenberg tem contrato com a Santa Casa

Por Ângela Kempfer | 17/07/2026 06:00
Alvo da Operação Gutenberg tem contrato com a Santa Casa
Olivia no dia em que foi presa pela operação do Gaeco (Foto: Arquivo)

R$ 125 por hora - Conhecida por trabalho de harmonização facial, a Jafar Estética e Saúde Ltda., alvo da Operação Gutenberg, manteve contrato com a Santa Casa de Campo Grande para fornecer médicos ao Prontomed, unidade destinada a pacientes particulares e de planos de saúde. O acordo foi assinado em 16 de junho de 2025 pela médica Olívia Paroschi Jafar, sócia-administradora da empresa, previa duração de 12 meses e estabelecia pagamento de R$ 125 por hora trabalhada em plantões de urgência e emergência.

Por três meses - O contrato não informa valor global, limite de despesas nem quantidade mínima ou máxima de plantões, o que impede calcular quanto foi pago à empresa. Em nota, a Santa Casa afirmou que os plantões eram eventuais, realizados na linha privada da instituição, e que a empresa não presta o serviço há três meses. Segundo o hospital, os pagamentos ocorreram apenas quando os plantões foram efetivamente realizados, e diz que o Gaeco não procurou a instituição para pedir esclarecimentos.

Pix picado - A prestação de contas de 2025 do diretório municipal do PT em Campo Grande entrou no pente-fino da Justiça Eleitoral. O partido terá 30 dias para explicar R$ 5,3 mil pagos em vários Pix de pequeno valor a uma empresa de marketing, comprovar a origem de R$ 16,5 mil registrados como recuperação de depósitos judiciais e justificar R$ 10 mil pagos em 2025 por serviços contábeis referentes a 2024. Por enquanto, não há reprovação das contas, mas três boas dores de cabeça para a tesouraria resolver.

Resposta - O Diretório Municipal do PT diz que apresentará, dentro do prazo de 30 dias, todos os documentos e esclarecimentos solicitados, incluindo a conciliação dos pagamentos realizados, a comprovação da origem dos valores decorrentes de levantamento judicial e a documentação contábil referente à despesa questionada. A expectativa é de que, prestados os esclarecimentos, as inconsistências apontadas sejam integralmente sanadas no curso regular da análise técnica.

Tebet paulista - O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), pré-candidato ao Senado, pediu ao MPE (Ministério Público Eleitoral) uma investigação sobre a transferência do título eleitoral de Simone Tebet (PSB-SP) de Mato Grosso do Sul para São Paulo. Ele solicitou informações sobre a data e a decisão que autorizou a mudança, além de documentos que comprovem vínculo da ex-ministra com a capital paulista, como matrícula de imóvel, declarações de Imposto de Renda e comprovantes de IPTU.

Passando a bota – Durante a assinatura da ordem de serviço para obras de asfalto no Jardim Oliveira, a prefeita Adriane Lopes (PP) chamou a vice-prefeita Camilla Nascimento (sem partido) ao palco e destacou a parceria entre as duas, que agora apareceu até no figurino: ambas usavam botas no evento. Adriane disse que Camilla "calçou a bota" para enfrentar os desafios da gestão e brincou: "Se eu a visse de saltinho, brigaria com ela".

Caça likes – O marido da prefeita, deputado estadual Lídio Lopes (Avante), reagiu às críticas feitas à gestão por vídeos publicados por Bruno Ortiz ao lado da vereadora Isa Marcondes (Republicanos), de Dourados. Sem citar diretamente o nome da vereadora, afirmou que há pessoas que acreditam que "basta criticar a gestão que um bando de abestados vai atrás, curtindo, dando like". Também criticou a visita da parlamentar à Capital para gravar vídeos sobre buracos, afirmando que ela agiu "como se a cidade dela não tivesse problemas".

Como Moro - Salles compara o caso ao do senador Sergio Moro (PL-PR), que teve a transferência do domicílio eleitoral para São Paulo cancelada pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) em 2022 por falta de comprovação de vínculo real com o Estado. Segundo o deputado, a mudança de Tebet também teria motivação política, já que sua trajetória eleitoral foi construída em Mato Grosso do Sul. Procurada, Simone Tebet não respondeu.

Multado no TRE - Um motorista tentou anular seis multas de trânsito, retirar pontos da CNH e recuperar valores pagos. Até aí, nada fora do comum. O endereço escolhido para a ação, porém, foi a Justiça Eleitoral de Dourados, que cuida de eleições, partidos e crimes eleitorais, não de excesso de velocidade, avanço de sinal ou autuações da PRF (Polícia Rodoviária Federal). O erro não é normal. A juíza declarou a incompetência do órgão e encerrou o processo sem sequer analisar as multas. Como os sistemas judiciais não permitem a transferência automática, a ação terá de ser apresentada novamente no lugar correto.

Conta sem dono - O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) de Caarapó deixou de apresentar à Justiça Eleitoral a prestação de contas de 2025. Como o diretório municipal já não está em funcionamento, a cobrança foi parar nas mãos da direção estadual. Entre os responsáveis citados estão o deputado estadual Pedro Arlei Caravina, com base política em Bataguassu, e o vereador de Campo Grande Juari Lopes Pinto. Agora, os dois têm três dias para entregar os documentos que o partido de Caarapó não apresentou. Caso a omissão continue, o repasse do Fundo Partidário poderá ser suspenso.