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Criminalistas trocam defesa em caso rumoroso por publicidade

Anahi Zurutuza, Ana Beatriz Rodrigues, Jackeline Oliveira e Maristela Brunetto | 27/05/2023 07:00
Advogadas da defesa de Stephanie e o estagiário de Direito, Pablo Chaves, que integra a equipe. De blusa branca, Katiussa Jara. (Foto: Alex Machado)
Advogadas da defesa de Stephanie e o estagiário de Direito, Pablo Chaves, que integra a equipe. De blusa branca, Katiussa Jara. (Foto: Alex Machado)

Pro bono – Criminalistas que atuam na defesa de Christian Campoçano Leithem, 25, e Stephanie de Jesus da Silva, 24, não estão cobrando honorários. Dois dos três advogados do padrasto, acusado de espancar a enteada, de 2 anos, até a morte, trabalham “de graça” e a defesa da ré, mãe da menina, é completamente pro bono. É que casos como este, de grande clamor popular, também atraem olhares para os defensores. Se os escritórios forem bem-sucedidos – conseguindo, por exemplo, a absolvição dos clientes ou penas mínimas –, a fama de profissionais competentes está garantida.

Birra – Advogados que atuam nas defesas de Stephanie e Christian estão “de mal” do Campo Grande News, porque a eles, a cobertura do caso não “agrada”. Na saída da sala de audiências, no fim da tarde de ontem, a advogada Katiussa do Prado Jara recusou-se a dar entrevista à repórter do jornal. Advogados de Christian também passaram direto pela imprensa e quando abordado, Renato Cavalcante Franco disse que não conversaria com a nossa reportagem, mas mudou de ideia depois de questionado de maneira mais firme.

Portas fechadas – Depois que o bate-boca entre o advogado e juiz acabou com audiência para ouvir testemunhas de defesa, na semana passada, desta vez, Carlos Alberto Garcete, o titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, decidiu coletar os depoimentos a portas fechadas. Só os réus –  advogados e a promotoria tiveram acesso à sala de oitivas. Nem parentes puderam acompanhar os testemunhos.

Borboleta – Além da movimentação de réus escoltados, advogados e testemunhas que eram ouvidas na quarta tarde de depoimentos no processo que julga o assassinato de criança de 2 anos, uma visitante diferente chamou a atenção no corredor que dá acesso à 1ª Vara do Tribunal do Júri: uma borboleta preta e branca. A criaturinha voadora não saiu de perto da porta do espaço para audiências e deu margem a pensamentos sobre o significado da cena diante da tragédia em discussão no lado de dentro da sala.

Retirada – O ex-delegado-geral Marcelo Vargas desistiu de fazer campanha pela diretoria da Adepol-MS (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Mato Grosso do Sul), segundo ele, “para não dividir a classe”. “Ciente dos desgastes que uma disputa eleitoral poderia trazer à nossa classe e em prol da harmonia na carreira, entendemos por bem retirar a nossa candidatura”, informou em nota enviada aos colegas, onde também confirma a articulação com o secretário de Governo, Pedro Arlei Caravina, para se lançar na disputa, conforme noticiou a coluna.

Chapa única – No fim das contas, nem haverá briga pelo comando da entidade. A única chapa registrada é a formada pelo delegado aposentado André Matsushita e pelo titular da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio), Carlos Delano.

À esquerda, Hélio Peluffo, conversando com Puccinelli. (Foto: Reprodução das redes sociais)
À esquerda, Hélio Peluffo, conversando com Puccinelli. (Foto: Reprodução das redes sociais)

Papo – O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Hélio Peluffo (PSDB), e o ex-governador André Puccinelli (MDB) sentaram para bater papo no fim da tarde desta sexta-feira (26), segundo o tucano, “embalados pelas novas relações políticas estabelecidas entre o PSDB e o MDB em Mato Grosso do Sul”. O secretário afirma que é necessário unir forças para o Estado continuar crescendo. “André já se reuniu com o nosso presidente estadual, Reinaldo Azambuja, com o governador Eduardo Riedel e as duas agremiações devem marchar juntas nas eleições, compondo nos municípios onde há interesses comum”, completou.

Gafe de sempre - O palestrante Vinicius Benevides, durante seminário da Agems no Bioparque, cometeu a gafe que todo sul-mato-grossense detesta. Se referiu ao Estado como "Mato Grosso" e foi corrigido pela plateia. Ele tentou justificar que quando trabalhava com Delcídio do Amaral, o colega sempre o alertava sobre o nome do Estado, mas não aprendeu. O governador Eduardo Riedel quebrou o gelo lembrando que os visitantes costumam cometer esse erro e que os sul-mato-grossenses corrigem na hora mesmo, "o pessoal acrescenta o 'do sul' na hora e isso é bom. Mas o importante é que as visitas voltem", disse.

Caiu de paraquedas - O deputado Dagoberto Nogueira (PSDB) apareceu no Bioparque pela manhã e sexta-feira, quando acontecia o Seminário da Agems. Porém, o parlamentar não foi para o evento. Em frente às escadas, ele olhou para esposa que o acompanhava e indagou, "por onde que vai?". Em seguida, o casal seguiu para a visitação do aquário.

Leão na porta - A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, ficou surpresa ao saber que chegou à Câmara Municipal o boato de que ela teria recebido visita de membros da Receita Federal por supostamente o Município não estar repassando imposto de renda retido na fonte. Segundo ela, a visita realmente ocorreu, mas por outros motivos.

Velho amigo - A prefeita garantiu que quem esteve no gabinete foi o delegado Clovis Ribeiro Cintra Neto, auditor e chefe da Receita no Estado, para uma visita de cortesia. Ele seria um velho amigo do marido dela, o deputado estadual Lídio Lopes, de quando atuou no Conesul, reduto político do parlamentar. Não há nada de errado com os repasses da prefeitura, segundo ela. A conversa com o delegado tratou de outros temas, como a Rota Bioceânica e as implicações aduaneiras que isso pode produzir no Estado.

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