Governo federal esconde quanto falta para fim da obra da Bioceânica
Quanto? – O impasse sobre as obras da Ponte Bioceânica teve um novo capítulo. A história agora é a de que falta verba para dar continuidade do acesso pela BR-267. De um lado, o Governo de MS e a Prefeitura de Porto Murtinho avisam que o caixa não está acompanhando o cronograma, o que já empurra a entrega para 2027. De outro, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que questionado pelo Campo Grande News desde o dia 27 de fevereiro não consegue responder a uma pergunta simples: quanto, exatamente, está faltando para a conclusão das obras no lado brasileiro?
Percentuais – A resposta veio recheada de números, mas sem a indicação se está realmente faltando verba e nem o valor. O departamento informou que a obra de adequação e construção do acesso à ponte sobre o Rio Paraguai está em andamento, com 31,73% da obra executada, e inclui o contorno rodoviário e centro aduaneiro, somando R$ 496,9 milhões. Já a restauração da BR-267/MS, entre os km 577,8 e 678,1, tem investimento de cerca de R$ 254 milhões, com 59,7% concluídos.
Sem data – “A ponte será liberada com os acessos prontos e a rodovia em condições de tráfego”, diz o texto. Data prevista? 2027. Percentual tem. Valor total tem. Cronograma tem. Só ficou faltando mesmo a resposta sobre a falta de verba.
Pedir autorização – O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) resolveu apertar o controle sobre o uso de papel. Portaria publicada nesta semana cria cotas anuais de resmas para cada setor da Justiça Eleitoral no Estado e determina que impressões sejam reduzidas ao “absolutamente essencial”.
Frente e verso – A regra também proíbe imprimir documentos que já estejam disponíveis em sistemas eletrônicos e orienta que, quando não houver alternativa, as folhas sejam usadas frente e verso e, de preferência, em preto e branco. Se algum setor precisar de mais papel do que a cota prevista, terá que pedir autorização e justificar o pedido à Diretoria-Geral.
Aval – O ex-governador André Puccinelli (MDB) esteve na Câmara Municipal de Campo Grande na última sessão ordinária. Segundo ele, a visita teve como objetivo pedir o “aval” ao presidente da Casa, o vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), para realizar o lançamento de um livro pessoal no local. Durante a sessão, o emedebista também posou para fotos com vereadores de diferentes siglas.
Revelando bastidores – De acordo com Puccinelli, o livro será lançado no dia 26 de março, às 19h, na Câmara Municipal. A obra reúne histórias sobre os oito anos em que esteve à frente da Prefeitura de Campo Grande.
Troca de comando – Por pelo menos 60 dias, a Secretaria Executiva da Juventude ficará sob o comando da servidora Maithe Medina Fernandes Lira de Mesquita, que já trabalha como gestora de projetos na Prefeitura de Campo Grande. Ela substituirá Paulo César Lands Filho, de 38 anos, que solicitou afastamento temporário do cargo nesta segunda-feira (2). O pedido, segundo a administração municipal, foi motivado para que o gestor possa se dedicar a defender-se de acusação de assédio.
Vacinação – Para evitar que servidores precisem sair do trabalho para se vacinar, o Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul abriu contratação de empresa para fornecer e aplicar vacinas contra gripe dentro do próprio órgão. A ideia é levar as doses da vacina quadrivalente contra influenza diretamente ao tribunal, imunizando os funcionários no local. A escolha da empresa será feita por dispensa eletrônica, com sessão marcada para 6 de março e critério de menor preço.
Em Brasília – O Senado Federal deve votar nesta quarta-feira (4) o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. A análise começa pela manhã, na Comissão de Relações Exteriores, onde o texto tem como relatora a senadora Tereza Cristina. Se aprovado na comissão, o acordo segue para votação no plenário ainda na tarde do mesmo dia. Na semana passada, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a expectativa do governo é que o acordo entre os blocos comece a vigorar a partir de maio.


