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"Grazi" viva é "esperança" de defesa de réu por feminicídio

Por Marta Ferreira | 22/09/2020 06:00
Na parte de cima o juiz (à esquerda) e o promotor (à direita). Na debaixo, o advogado à esquerda, e o cliente, Rômulo Rodrigues Dias, réu por feminicídio. (Foto: Reprodução de vídeo)
Na parte de cima o juiz (à esquerda) e o promotor (à direita). Na debaixo, o advogado à esquerda, e o cliente, Rômulo Rodrigues Dias, réu por feminicídio. (Foto: Reprodução de vídeo)

Cartada – Ao defender o pedido de rastreamento das contas e cartões  deGraziela Pinheiro Rubiano, sumida desde abril deste ano e, para os investigadores, assassinada pelo marido Rômulo Rodrigues Dias, o advogado do réu, Jhonatan Spada, admitiu que com o que tem hoje, é difícil provar a inocência do cliente. Para ele, a possibilidade de livrar Rômulo de uma acusação reside na “esperança” de Grazi estar viva, contrariando tudo que indica a apuração da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio).

Desabafo - Ao magistrado e ao promotor do caso, por videoconferência, Spada disse que se não conseguir comprovar que a vítima na verdade, não é vítima, ou seja, está viva, prefere que o cliente confesse o crime. A partir daí, tentaria redução de pena por feminicídio.

Elementos – O defensor afirmou,  ao final de audiência nesta segunda-feira (21), reconhcer a existência de indícios para o réu ser levado a júri. Diante disso, quer criar uma tese mostrando que “Grazi” desapareceu por conta própria para levar nova vida, diante de problemas enfrentados, inclusive a suspeita de envolvimento na morte do ex-marido.

Deu errado – Para tentar “desconstruir” a vítima, taxando-a de pessoa difícil e envolvida em atitudes suspeitas, foram levadas testemunhas que conheceram o casal em Três Lagoas, entre elas uma irmã e uma tia de Rômulo. A tia, quando indagada sobre Graziela, acabou traindo as expectativas da defesa do réu.

A Graziela que eu cheguei a conhecer é oposto dessa”, declarou a testemunha, em confronto ao perfil problemático e fechado definido por outras duas mulheres ouvidas. “Era uma boa moça”, completou.

Amém - Audiências judiciais também tem seus momentos de descontração. Nessa que está sendo citada, por exemplo, o juiz comentou a boa estrutura em uso pelo promotor do caso, Wilson Canci Junior. Também teve papo sobre o tempo. "Já está chovendo já", comentou o magistrado, aliviado com a chegada da frente fria na cidade.

É mentira - Boatos de que o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), contraiu o novo coronavírus foram desmentidos por ele ontem. Indagado pela coluna, disse que era "fake news" .

Na rua - Candidato à reeleição, Marquinhos disse que estava em reunião com moradores.  Quando respondeu, no fim da tarde, disse estar já na quinta conversa em bairros da cidade.

Joio e trigo - A senadora Simonte Tebet (MDB) defendeu ontem que a maioria dos "homens do campo" cumpre as regras sobre a produção com respeito ao meio ambiente. Ao falar do tema, no momento em que os incêndios no Pantanal são notícia nacional e internacional, ela disse a conta é de 99% dos que agem certo contra 1% dos que não respeitam as regras de preservação ambiental..

Rigores legais -  “Aqueles que destroem o meio ambiente em busca do lucro pelo lucro, sem se preocupar com o ribeirinho, com o homem pantaneiro, com comunidades quilombolas e indígenas, têm que ser responsabilizados e criminalizados como já diz a lei”, afirmou em entrevista à Globonews.

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