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Jogo Aberto

Investigado por fraude milionária é nome de rampa na Santa Casa

Por Aline dos Santos e Silvia Frias | 24/09/2026 05:00
Investigado por fraude milionária é nome de rampa na Santa Casa
Rampa é quase do tamanho da inscrição na parede com o nome do ex-vice presidente

Rampa “ilustre” - Nem a pequena rampa de acesso ao palco do auditório da Santa Casa escapou de ganhar nome e homenagem na parede. Desde agosto de 2024, o espaço leva o nome do engenheiro Jary Carvalho de Castro, ex-vice-presidente do hospital e agora investigado na Operação Antidotum, sobre fraudes de milhões. A deferência chama atenção pelo tamanho modesto da obra diante da pompa da inscrição: “Rampa Acessível Jary de Carvalho e Castro”.

Na mira - Na investigação, ele é relacionado ao contrato de R$ 5,4 milhões com a Redvalue, empresa de consultoria em gestão empresarial paga por serviços de digitalização de prontuários. Segundo o MPMS, a contratação ocorreu sem estudos técnicos, análise de viabilidade ou demonstração de vantagem.

Segue o jogo – O TRE-MS negou pedido para suspender a campanha de Angelo Guerreiro (PSDB) a deputado estadual. O relator, desembargador federal Carlos Muta, entendeu que o registro já havia sido aprovado em definitivo antes da condenação por improbidade administrativa ser confirmada pelo TJMS. A decisão não analisou se a condenação torna Guerreiro inelegível. Segundo o magistrado, a discussão sobre eventual impedimento eleitoral precisa ocorrer em procedimento próprio. O caso foi encaminhado à PRE-MS (Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) e, por enquanto, o candidato segue com campanha liberada.

Campanha na aldeia - Ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, participa neste fim de semana de carreatas em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto a comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul. No sábado (26), será na Terra Indígena Taunay-Ipegue, em Aquidauana, e no domingo (27), na Terra Indígena Nioaque, em Nioaque. O tom da participação deve ser o de afirmar que a gestão Lula retomou a política indigenista com participação dos povos originários, com a demarcação de mais de 12 milhões de hectares de terras indígenas no atual mandato.

Cartão black - A campanha da sul-mato-grossense Simone Tebet, pelo Senado em São Paulo, aposta em um formato diferente de santinho eleitoral: cartões que imitam modelos de crédito “black”. A peça será distribuída em áreas como Avenida Paulista, região central e Faria Lima, com mensagens contra corrupção e críticas ao “bolsomaster”, em referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A estratégia mira regiões de maior circulação de eleitores de perfil econômico elevado na capital paulista.

Drauzio Varella - A Escola de Governo contratou por R$ 108 mil uma palestra do médico Drauzio Varella voltada exclusivamente aos servidores públicos estaduais. O assunto será saúde ocupacional, saúde mental, medicina preventiva, hábitos saudáveis, longevidade, qualidade de vida e produtividade. O evento está previsto para ocorrer dentro da programação de capacitação dos servidores, em outubro, mas a publicação do cachê no Diário Oficial do Estado não tem a data da palestra.

Colo de Deus - Na Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul o que não falta é dinheiro. Depois de investir pesado em Marchas para Jesus, a FCMS contratou por R$ 270 mil duas apresentações musicais para a Jornada Diocesana da Juventude, evento ligado à Igreja Católica. Os contratos, publicados no Diário Oficial do Estado, preveem shows das bandas Colo de Deus e Fraternidade João Paulo II, com valores de R$ 130 mil e R$ 140 mil, respectivamente.

Empréstimo internacional - O Ministério da Fazenda publicou no Diário Oficial o extrato do contrato formalizado pelo Governo Estadual com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, do qual a União é fiadora, para garantir a PPP (parceria público-privada) do Hospital Regional. É um empréstimo de US$ 80 milhões.

Dinheiro no banco - O dinheiro nem deve sair do banco internacional, e por esse motivo o empréstimo foi feito com condições peculiares de juros. A quantia só deve ser acionada se o Executivo Estadual não conseguir honrar as parcelas que pactuou com a empresa selecionada para cuidar da gestão do HR. O contrato vai até 2030, com previsão de repasses mensais de R$ 15,9 milhões.

Espetacularização do sofrimento – O impacto do “Caso Lívia”, que já havia ultrapassado as fronteiras de Mato Grosso do Sul, chamou a atenção também do cinema nacional. Ao falar sobre “Precisamos Falar”, longa que estreia nesta quinta-feira (24), o roteirista Sergio Goldenberg citou a morte da adolescente sul-mato-grossense como exemplo de uma nova forma de violência entre jovens, marcada pelo ambiente digital. À Folha de S.Paulo, ele afirmou que pretende abordar a história em uma produção própria porque considera necessário discutir como intervir diante de situações em que adolescentes passam a espetacularizar o sofrimento.