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Maioria dos vereadores é contra a saída de Olarte

Por Edivaldo Bitencourt | 25/08/2015 06:00

Calma – A Câmara Municipal de Campo Grande decidiu adiar a votação do requerimento em que a oposição pede o afastamento do prefeito Gilmar Olarte (PP) do cargo. Os vereadores decidem o assunto na quinta-feira, após o feriado municipal.

Urgência – No entanto, para o procedimento ir à votação ainda precisa das assinaturas de 20 dos 29 vereadores. A oposição exige o cumprimento do artigo, de que o prefeito deve ser afastado por 180 dias porque virou réu por corrupção e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça.

Argumento – A base de Olarte vai apelar para a inocência. Ele pode ser prejudicado pela decisão da Câmara, já que existe a possibilidade de ser absolvido pela Justiça da denúncia feita pelo Gaeco. Neste caso, não haveria como reparar o dano causado por eventual afastamento.

Vereadores – A expectativa é de que a Câmara Municipal decida manter Olarte no cargo. Por enquanto, ele conta com o apoio de 18 dos 29 vereadores do legislativo municipal. A oposição ainda tem a difícil missão de obter o apoio de mais quatro vereadores para tirar Olarte da cadeira de prefeito.

Faceiro – O vereador Edson Shimabukuro (PTB) está faceiro com o retorno do ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, ao seu partido. Candidato a governador na última eleição, Trad deixou o PMDB, onde permanece por 12 anos, e assumiu o comando do diretório regional petebista.

Feliz – O vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), também está contente com a filiação do ex-petista e presidente da Cassems, Ricardo Ayache. Ele está otimista com a perspectiva do cardiologista ser o candidato do partido à prefeitura da Capital.

Seminário – Ayache comanda, nesta terça-feira (25), um sarau para debater a cultura. O evento, promovido pelo Instituto Diálogo, traz Condinome Winchester para o debate. O evento acontecerá no Mercado Cênico.

Exemplo – De olho na Prefeitura de Campo Grande, Ayache segue o exemplo do PT nos anos 90, quando realizava seminários para discutir a cidade. Após vários debates, o partido quase chegou ao comando da prefeitura em 1996, quando Zeca do PT perdeu para André Puccinelli por 411 votos.

Aniversário – Campo Grande celebrará 116 anos nesta quarta-feira com desfile cívico, marcha evangélica e protestos. A expectativa da Fundação Municipal de Cultura é reunir 30 mil pessoas durante o desfile na Rua 14 de Julho.

Impasse – A greve na rede municipal de educação corre o risco de chegar a setembro. É que a primeira reunião do Órgão Especial do Tribunal de Justiça, para discutir o assunto, só deve ocorrer no dia 2 do próximo mês. Se não for julgada antes das férias do desembargador Romero Osme Dias, a paralisação pode chegar a outubro.

(colaboraram Michel Faustino e Antonio Marques)

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