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05/09/2019 06:00

Na hora de blindar peixe graúdo, tudo funciona 100%

Aline dos Santos e Leonardo Rocha
Veículo com investigado pela Polícia Federal pode entrar em garagem, para se esconder da imprensa. (Foto: Kisie Ainoã)Veículo com investigado pela Polícia Federal pode entrar em garagem, para se esconder da imprensa. (Foto: Kisie Ainoã)

Blindados - Ninguém poupou da exposição as testemunhas que prestaram depoimentos em decorrência da Operação Vostok. Comerciantes e até servidores públicos tiveram de enfrentar a imprensa e ficar horas na sala de espera até serem chamados para falar. Já os investigados, foram blindados pela Polícia Federal.

Funcionando 100% - Ontem, todos os envolvidos, acusados de receber propina da JBS, entraram escondidos em veículos com vidros escuros,e tiveram o privilégio de estacionar no pátio interno e entrar por acesso restrito, longe dos fotógrafos. A garagem, aliás, foi um exemplo de eficiência. A cancela era erguida rapidamente, para que os veículos entrassem e saíssem em questão de segundos. Funcionários da PF afirmam que a ordem para blindagem veio de Brasília.

Carro forte - Durante a manhã, chamou atenção o zelo da defesa de Ivanildo Cunha, delator na Lama Asfáltica e também intimado sobre a Vostok. O advogado dele, Newlley Amarilha, garantiu que estava ali apenas para ver um inquérito. Entrou de carro pela garagem, aparentemente sozinho, e depois saiu. Mas outros depoentes garantiram ter visto Ivanildo na superintendência, que deve ter entrado escondido no veículo do advogado.

Nada abala - Mas nem o depoimento de 20 minutos à Polícia Federal, como investigado na Operação Vostok, desanimou o ex-prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra. Ao sair, ele foi um dos poucos a falar com a imprensa e contou estar empolgado com as próximas eleições municipais.

Outros tempos - Ele diz que o partido, o PSDB, quer lançar sua esposa, atual vice-prefeita, para disputa no município. Porém, aos 72 anos, se mostra animado em concorrer. "Porto Murtinho está com tanto investimento, que tenho vontade. Tem projeto de ponte, rota bioceânica, porto...Fui prefeito numa época tão difícil", reclamou. O problema é que ele tem pendência com a Justiça, mas garante que vai vencer.

Desavisado - Quem também apareceu ontem na Superintendência da PF foi o eterno candidato Suel Ferranti, do PSTU. Mas ele não apareceu por conta de intimação. Diz que foi para se informar sobre porte de arma. Apesar de uma das bandeiras do PSTU ser a desmilitarização da PM, para ele, não há contrassenso.

Novos ares - Suel diz que pretende ser candidato a vereador em 2020. O partido conhecido pelo slogan “contra burguês, vote 16”, deve lançar outro nome do quadro para disputar a prefeitura de Campo Grande.

Lugar algum – Em virtude de compromisso institucional do relator, o desembargador Claudionor Duarte, do Órgão Especial do TJMS, foi adiada a conclusão de julgamento de mandado de segurança movido pelo ex-prefeito Gilmar Olarte, que pede para tirar do Tribunal de Justiça aobrigação de julgar denúncia sobre o suposto esquema de “captação de cheques” em troca de benesses na Prefeitura da Capital.

Caducou – A maioria dos desembargadores do TJ aponta que a ação de Olarte já perdeu o objeto, votando pela a extinção. O ex-prefeito alegou que renunciou ao cargo e, por isso, não tinha mais foro privilegiado, o que deveria levar o caso à primeira instância do Judiciário em Campo Grande –onde já tramitavam outras ações sobre a suposta arrecadação de recursos.

Verba minguada - O deputado Pedro Kemp (PT) voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro (PSL), desta vez sobre o corte de recursos para pesquisa na área de educação. "É um desmonte na área da Educação. Os contingenciamentos realizados pelo Governo Federal, a interrupção de programas e os cortes de bolsas reafirmam o declínio deste setor estratégico para o desenvolvimento do país", disse o petista.

Vida ou morte - Já o deputado Lídio Lopes (Patri) pediu mais recursos para área de assistência social, citando que vários projetos daqui se tornaram referência nacional. "A gente vem sentindo o impacto da falta de recursos para área, que já é insignificante, já se investe pouquíssimo. Até quando o cidadão vem a óbito é na assistência social que vem o apoio para o sepultamento", ponderou.

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