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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019


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25/10/2019 06:00

Todo mundo errou e assassino acabou fugindo

Marta Ferreira e Fernanda Palheta
Placa de ônibus recém entregue foi amassada ontem. (Foto: Divulgação)Placa de ônibus recém entregue foi amassada ontem. (Foto: Divulgação)

Culpa geral - Ninguém assumiu a responsabilidade pela sequência de erros que deixou em semiliberdade o assassino confesso do motorista de aplicativo Rafael Baron, de 24 anos, há cinco meses, em Campo Grande. Mas para fontes da área jurídica ouvidas pela coluna, está claro que "todo mundo" errou, da Polícia Civil, ao Ministério Público e Judiciário, órgãos responsáveis por investigar, acusar e julgar um criminoso.

Todos podiam - Oito profissionais atuantes na área criminal, entre autoridades e advogados, foram consultados e foi unâmime a leitura de que tanto o delegado do caso quanto o promotor e ainda o juiz poderiam ter solicitado a prisão de Igor César Ferreira Lima, de 22 anos. No caso de magistrados, pode ser feita a determinação "de ofício", quando constatada a necessidade imperiosa de manter a pessoa afastada da sociedade, segundo os esclarecimentos obtidos.

Amassão - A frota de 20 novos ônibus, entregues na terça-feira em Campo Grande, não resistiu intacta nem por uma semana. Ontem, o Consórcio Guaicurus divulgou imagem de um dos veículos com placa amassada. 

Carrão - O presidente Jair Bolsonaro (PSL) pode gastar até R$ 4,7 mil com diária de um 4x4 blindado em eventual vinda a Mato Grosso do Sul. O valor está orçado em licitação para locação de veículos durante viagens oficiais para estados do Centro-Oeste e Norte do País. O processo foi aberto ontem pela Secretaria Especial de Administração da Presidência da República.

Fim de contrato - O edital ainda estipula valores para aluguel de carro popular, ônibus, van e até guincho. Segundo justificativa, a licitação se faz necessária devido ao fim da vigência do contrato atual, de R$ 2,9 milhões, firmado com a Localiza. O novo contrato foi avaliado em R$ 3,4 milhões.

O erro sou eu? - Durante a assinatura da ordem de serviço nesta semana, o prefeito Marquinhos Trad alfinetou os vereadores que fazem oposição na Câmara Municipal de Campo Grande. "Por que é inconcebível fazer política hoje e ser contrário em tudo aquilo que o Executivo faz? Será que eu só erro?", questionou o prefeito.

Mínima noção - Marquinhos ainda criticou os parlamentares que votaram contra o projeto de autorização de empréstimo para o município. "Por exemplo, quando eu mando um projeto desse, para recuperar os parques e devolver as piscinas, como que vereador vota contra? Por mais antipatia que possa ter o meu nome, a pessoa tinha que ter a mínima noção”, reclamou.

Dono da razão - Na avaliação de Marquinhos, vai ser complicado agora os parlamentares pedirem voto em determinadas regiões. " Como esses vereadores vão pedir votos nas Moreninhas se foi contra a reforma? Como vai no Aero Rancho, no Jacques da Luz? Tem coisas que devem ser contestadas, lógicos que tem. Eu não sou dono da razão, nem os 27 outros vereadores, mas poxa, um empréstimo desses é para devolver os as piscinas e os parques", completou.

Emoção – Mas o prefeito também tem amigos que o emocionam na Câmara. Ao lado do presidente da casa, vereador João Rocha (PSDB), ele lembrou da força da esposa do tucano, Rosemary Costa Rocha, que morreu em maio de 2018 após 10 anos de luta contra câncer. Durante a fala, o parlamentar se emocionou e ficou com os olhos cheios de água. "Eu estava em um dia no SENAI e sentei do lado da esposa dele e ela com o lenço no cabelo, já combalida fisicamente: Ela segurava na minha mão e eu na dela e eu falava que eu queria ter essa força que você tem. Ela falou: você tem e meu marido também tem", relembrou Marquinhos.

De novo - André Salineiro, do PSDB, voltou a ser pivô de reclamações ontem na Câmara. Derrotado na tentativa de impedir a votação de mudança nas alíquotas do plano de saúde dos servidores municipais, queixou-se da rapidez na aprovação da matéria e disparou. "Não somos marionetes".

Telefonema providencial - Outro parlamentar, Hederson Fritz, do PSD, partido do prefeito Marquinhos Trad, chegou a se manifestar pedindo mais tempo para a votação durante os debates. Na hora de dar sim ou não, disse ter sido convencido por uma ligação do chefe do Executivo.

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