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Campo Grande, Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019

10/08/2019 08:00

Com caixotes e paletes, casal constrói parque para o sorriso do 1º netinho

Uma casa onde a decoração conta a história de vida dos moradores

Thailla Torres
Casal construiu sozinho parquinho para o neto e as crianças da família brincarem à vontade. (Foto: Kísie Ainoã)Casal construiu sozinho parquinho para o neto e as crianças da família brincarem à vontade. (Foto: Kísie Ainoã)

Não existe tempo e nem preguiça quando o assunto é fazer a família feliz. Na residência do casal Deise e Joaquim todo esforço é como um passo natural na vida. Essa é a sensação descrita por eles ao decidirem transformar a casa em um recanto, que as filhas pudessem sempre receber os amigos e o primeiro netinho crescesse brincando próximo a simplicidade da infância.

Há quase 30 anos no mesmo endereço, Joaquim lembra que no início da morada, por mais que gostassem do único terreno que possuíam, os dois perceberam que as filhas, ainda pequenas, precisariam de mais espaço. Então eles partiram em busca de comprar o terreno ao lado e criar uma área de lazer que ficasse a “cara da família”, com espaço bacana para crianças e adultos.

Estrutura foi feita de caixotes, paletes e eucaliptos. (Foto: Kísie Ainoã)Estrutura foi feita de caixotes, paletes e eucaliptos. (Foto: Kísie Ainoã)

Hoje, ninguém passa indiferente pelo quintal que divide espaço com a natureza, muitas cores, brinquedos, arte e objetos criativos que trazem à tona trechos da história de vida do casal. Ela é artista plástica, ele é bombeiro militar da reserva. Juntos também são arquitetos com um repertório cheio de inspirações. Experiência e liberdade criativa que permitem explorar cada cantinho.

“Não nascemos para viver dentro de casa. Nós vivemos aqui fora, no quintal. Dos nossos amigos, dá para contar nos dedos quem conhece a área íntima. Primeiro porque não precisa, segundo porque tudo que nós precisamos tem aqui”, conta Joaquim Lopes, de 58 anos.

Ele e a esposa são os inventores de um parquinho daquele que dá vontade de voltar à infância. Narram que o projeto iniciou com uma casinha na árvore, há 12 anos, para as crianças brincarem à vontade. Mas admitem que cada madeira utilizada na construção foi pensada na chegada do primeiro netinho, que agora já tem 2 anos de vida. “Quem nunca sonhou com uma casinha na árvore?”, questiona Deise Lopes. “Muita gente perguntava porque começamos a construir tudo isso, lembrava que era para as minhas filhas e também pensava na chegada dos meus netos. Era um sonho vê-los brincando aí”.

Da casinha na árvore surgiu outra casa, ponte, escorredor, caixa de areia, tirolesa e até um pequeno caminhão, que faz adulto encarar o aperto só para tirar uma foto.

Casa tem decoração colorida com objetos feitos pelo casal. (Foto: Kísie Ainoã)Casa tem decoração colorida com objetos feitos pelo casal. (Foto: Kísie Ainoã)
Lar divide espaço com objetos e cores do neto. (Foto: Kísie Ainoã)Lar divide espaço com objetos e cores do neto. (Foto: Kísie Ainoã)
Lugar que impressiona pela tranquilidade se tornou o recanto da família Lopes. (Foto: Kísie Ainoã)Lugar que impressiona pela tranquilidade se tornou o recanto da família Lopes. (Foto: Kísie Ainoã)

E o encanto não fica restrito ao parque. Além de uma casa colorida, de paredes azuis e artesanatos por todo lado, a natureza reflete, de maneira orgânica, uma personalidade genuína do casal. “Nós amamos a natureza e principalmente as frutas. Cada árvore foi estrategicamente plantada para termos sombra no período da tarde, mas também alimentar os pássaros e a família”, conta a artista plástica.

No quintal tem pé de banana, abacate, manga, carambola, pitanga, guavira, araçá, cajá-manga, jabuticaba, morango e acerola, além de horta com temperinhos que são consumidos frescos no dia a dia.

Os paletes e caixotes utilizados na construção do parquinho também estão pela varanda e a cozinha. Joaquim usa a madeira doada por um amigo para construir porta-brinquedos, cadeiras, bancos e até painel para televisão.

Deise brinca que tudo o que ela sonha, o marido projeta e edifica. Joaquim não discorda e diz ser um homem feliz em poder transformar a própria casa. “A gente sempre pensa que é difícil. Na realidade não é tão fácil, mas com o acesso que temos aos meios de comunicação, basta vontade e alguns equipamentos para colocar a mão na massa. Eu me sinto bem fazendo isso”, diz.

A decoração é divertida, com detalhes coloridos e objetos mostrando que a rusticidade convive muito bem com a criatividade de dois arquitetos que não estão nem aí para o que é considerado luxo. “Aqui as coisas vão evoluindo, mas do nosso jeito. Gostamos de detalhes simples, mas que possam ser feitos pelas nossas mãos. Por onde você passa, cada objeto tem a nossa cara. Isso é casa”, conclui Joaquim.

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