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Arquitetura

Sem perder o estilo, projeto de casa “pensa” em quem envelhece?

Na hora de planejar espaços para moradia, arquitetura tem soluções para quem tem idade mais avançada

Por Bárbara Cavalcanti | 13/07/2021 07:10
Cômodos com vãos entre os móveis deixam espaço para que uma cadeira de rodas possa passar. (Foto: Rafael Renzo/Flávia Ranieiri Casa Cor SP)
Cômodos com vãos entre os móveis deixam espaço para que uma cadeira de rodas possa passar. (Foto: Rafael Renzo/Flávia Ranieiri Casa Cor SP)

O tempo passa e com ele vem o avanço da idade. Em mutios casos, por diferentes fatores, o envelhecimento chega junto da necessidade de andadores, cadeiras de rodas e apoiadores para ajudar a levantar da cama ou parar tomar banho no dia a dia. Essas situações exigem locais adequados para que ações sejam realizadas com tranquilidade, mas será que todo mundo pensa isso na hora de planejar ou decorar?

Na hora de tornar uma casa acessível a um idoso,  o arquiteto e urbanista do Sesc João Bertazzo explica que é preciso atenção e o assunto merece olhar sensível. Ele mesmo dá várias dicas práticas de como adequar uma casa às necessidades de um idoso. .

“Cada pessoa tem uma complexidade, já é importante sempre ter isso em mente e levar em consideração coisas como até onde a pessoa alcança, quais as dificuldades dela, quanto espaço ela precisa”, comenta.

Obras de adequação vão incluir instalação de barras de apoio na altura ideal de quem vai precisar da sustentação, portas mais largas para passagem de cadeiras de rodas e pisos que não são polidos dentro de ambientes molhados, para que não fique escorregadio.

Barras de sustentação podem ser integradas já desde a decoração no projeto. (Foto: Rafael Rizzio/Flávia Ranieiri Casa Cor SP)
Barras de sustentação podem ser integradas já desde a decoração no projeto. (Foto: Rafael Rizzio/Flávia Ranieiri Casa Cor SP)

“Na hora de escolher o piso, é importante reparar no PEI, que é o coeficiente de atrito do piso, na hora da compra. A indicação vem na etiqueta, e o vendedor pode orientar, mas o ideal é que seja consultado um profissional de arquitetura na hora da escolha”, explica.

Mas adequações nem sempre significam obras e sim a organização de móveis e itens da casa. “Acessibilidade é também como se organizam os itens de cozinha dentro do armário, por exemplo. Não é recomendado colocar itens muito pesados em locais muito altos. E sempre pensar a organização de um jeito que as coisas sejam sempre fáceis de alcançar”, detalha.

Além disso, na hora de organizar a casa, é sempre bom deixar espaço suficiente para que uma cadeira de rodas, ou um andador possa passar sem problemas.

“A gente sempre fala em deixar uns vãos livres de 80 a 90 cm entre móveis. Claro que isso vai depender do espaço disponível ou até mesmo da necessidade. Uma cadeira de rodas precisa também de espaço para manobrar. Mas é sempre importante deixar uns vãos livres”, ressalta.

Vãos aos lados dos móveis ajudam na acessibilidade. (Foto: Rafael Rizzio/Flávia Ranieiri Casar Cor SP)
Vãos aos lados dos móveis ajudam na acessibilidade. (Foto: Rafael Rizzio/Flávia Ranieiri Casar Cor SP)

João ainda recomenda que não é necessário esperar até a velhice para começar a tornar a casa mais acessível, afinal todas as pessoas, independente da idade, estão suscetíveis a sofrer alguma perda de mobilidade, às vezes por causa de um acidente ou uma doença, por exemplo, mesmo que às vezes também só temporário.

“É uma questão de questionar um pouco os espaços, isso vai evoluindo com a pessoa. A gente não precisa esperar até que algo aconteça para fazer algumas adequações, como por exemplo organizar um armário, ou os móveis da casa”, reforça.

Por isso, hoje, o Sesc realiza às 9h um bate-papo com o tema “Casa Segura”, no qual o arquiteto vai falar mais sobre o bem-estar, a adaptação e acessibilidade do idoso em casa. O evento é virtual e acontece por transmissão ao-vivo no Facebook do Sesc.

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