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Campo Grande, Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

31/07/2018 09:05

Filme que narra as Guerrilhas do Araguaia é exibido hoje em museu

Willian Leite
Foto retrata cena em que Breno Moroni  conversa com o General Ernesto Geisell. (Foto: Divulgação Internet)Foto retrata cena em que Breno Moroni conversa com o General Ernesto Geisell. (Foto: Divulgação Internet)

O longa-metragem "Araguaia, Presente" que estreou em abril deste ano será exibido hoje, às 19h, no MIS (Museu da Imagem e do Som). Por meio de depoimentos de ex-guerrilheiros e militantes políticos, o filme busca resgatar o processo histórico político dos anos 60 que resultou no golpe civil militar de 1964.

O longa retrata este momento da história para fazer uma análise da luta armada na região amazônica e também do processo histórico que resultou no regime militar-fascista que se instalou no país após o golpe de 1964, e a resistência ao estado de sítio, com todos os seus acertos, erros e contradições.

Breno Moroni interpreta o Coronel do Exército, Germano, que é comandante de uma das três campanhas militares de combate à guerrilha. Aos 63 anos ele participou de mais de 80 peças de teatro em 14 países, além de já ter atuado em 76 filmes o ator afirma que  "Araguaia, Presente!" faz parte de uma luta pessoal.

"Também participei de outras peças teatrais e filmes sobre o tema ao longo da vida, como "Araguaya a conspiração do silêncio" lançado em 2004", diz Breno.

Para um dos idealizadores do filme, o escritor, filósofo e cineasta André Queiroz, a ideia para a produção surgiu a partir do convite de um ex- militante que esteve na luta do Araguaia.

"Eu estava exibindo outro filme nosso no Instituto de Estudos Latino Americanos, em Santa Catarina, e ele por causa da militância falou sobre a importância desse período, viu uma possibilidade de parceria entre nó. Fomos convidados a pesquisar sobre o processo histórico político que terminou na organização da guerra popular prolongada", explica.

A Guerrilha que aconteceu entre abril de 1972 e o início de 1975, foi silenciada pelas autoridades militares durante mais de duas décadas, sendo que até o presente, o alto comando militar não divulgou o seu arquivo secreto acerca da Guerrilha do Araguaia. "Daí surgiu a importância do resgate de nosso passado histórico recente desde as vozes dos ex-guerrilheiros a familiares que foram silenciados".

O MIS fica na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559 - Centro.

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