ACOMPANHE-NOS    
JULHO, SÁBADO  24    CAMPO GRANDE 28º

Comportamento

Agenda lotada de DJs é a prova que nem covid segura os festeiros

Entre remarcações devido a pandemia e novos agendamentos para 2021, festas e eventos seguem em ritmo "normal"

Por Raul Delvizio | 09/03/2021 07:34
Agenda lotada de DJs comprova: povo vai festar (Foto: Arquivo Pessoal)
Agenda lotada de DJs comprova: povo vai festar (Foto: Arquivo Pessoal)

Mesmo com uma pandemia global em curso, parece que 2021 promete ser um ano festeiro para muitos. A agenda de alguns DJs da capital está cheia. Isso sugere que para alguns a covid-19 ficará em segundo plano.

Ainda que muitos eventos apontem uma adaptação rigorosa para celebrações e asseguram respeito aos decretos municipais e medidas restritivas, o aumento de casos de covid-19 e mortes em decorrência da doença ainda preocupa.

Danilo Bachega é DJ há 25 anos (Foto: Arquivo Pessoal)
Danilo Bachega é DJ há 25 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Profissional de disc jockey há pelo menos 25 anos, Danilo Bachega, 41, conseguiu 100% de remarcação da agenda do ano passado para a deste ano.

"Sem nenhum constrangimento. Todo mundo entende o momento que estamos passando. Aliás, não houve uma queda considerável das vendas, mas sim da estrutura de cada festa, portanto, do valor final do orçamento, que acabaram ficando mais enxutos. Quem tinha a intenção desde o ano passado, ou já adquiriu o serviço em 2020 e resolveu reagendar com a promessa da vacinação, ou então contratou neste início de ano mesmo", esclarece.

"Consegui manter o escritório à disposição dos contratantes e alterei toda a agenda, sem nenhum custo ou multa para o cliente. Ainda, fiz o máximo de esforço para adequar as melhores datas aos outros fornecedores, que também tiveram que remarcar. Fora as festas que já ocorreram, até agora não tive nenhum evento cancelado, apenas adiado", ressalta o DJ Diego Oliveira, 36 anos.

Diego Oliveira em trabalho anterior a pandemia (Foto: Arquivo Pessoal)
Diego Oliveira em trabalho anterior a pandemia (Foto: Arquivo Pessoal)

Danilo Dan, 32, é outro que não tem o que reclamar. "Graças a Deus a agenda está boa, sim. Mesmo neste momento que a gente está vivendo, as datas andam sendo preenchidas. Como meu trabalho envolve sonhos, digo que este vai ser o ano de muitas realizações", garante.

"No meu caso, restam poucas datas de sábado, sextas-feiras e algumas vésperas de feriado. Janeiro e fevereiro são sempre meses mornos para contratação. Porém, em 2021, tive um movimento de solicitações de orçamentos um pouco maior do que o de costume. Um agito dos clientes querendo garantir suas datas, coisa que eu e vários colegas precisávamos", revela o empresário e DJ Rodrigo Knorst, 39 anos.

Também DJ, Rodrigo Knorst revela que 2021 já está sendo diferenciado (Foto: Arquivo Pessoal)
Também DJ, Rodrigo Knorst revela que 2021 já está sendo diferenciado (Foto: Arquivo Pessoal)

Sem pista de dança – Pergunta que não quer calar é: qual o "esquema" dos eventos de agora para quem é DJ, se nem ao menos os convidados podem dançar e interagir como antigamente?

"Foquei em mostrar que a música é a alma da festa, que sem ela fica sem graça. Nosso trabalho não é supérfluo. Muito pelo contrário, aproxima as pessoas sem a necessidade física e ainda conduz o clima da celebração", diz Bachega.

"Mesmo sem pista de dança, minha participação e interação no evento, com os anfitriões e convidados, continuou a mesma. Minha função é construir e manter o clima de festa, para que pelo menos todo mundo possa curtir o momento especial", assegura Danilo Dan.

Para Danilo Dan, falta da pista de dança não significa festas menos divertidas (Foto: Arquivo Pessoal)
Para Danilo Dan, falta da pista de dança não significa festas menos divertidas (Foto: Arquivo Pessoal)

"Foco de agora é mais na experiência, no visual, com telas de projeção gigantes e conteúdo inovador para que haja uma imersão de quem está presente. Ainda, seguimos à risca um repertório musical exclusivo conforme o gosto do cliente", explica Rodrigo.

Ao invés de festões de casamento para 300, 400, 500 convidados ou mais, agora jantares mais simplificados, porém não simplórios. Com o decreto municipal da prefeitura, que limitou o número de participantes para o máximo de 120, em média cada evento tem reunido entre 50 a 80 familiares e amigos mais próximos em ambientes abertos, semi-abertos ou espaços fechados porém maiores que caberiam tranquilamente 1000 pessoas. Isso sem falar nas regras de biossegurança.

Sem pista de dança, eventos de agora tem abusada dos telões gigantes (Foto: Arquivo Pessoal)
Sem pista de dança, eventos de agora tem abusada dos telões gigantes (Foto: Arquivo Pessoal)

"Eu prefiro recusar o trabalho do que fazer qualquer tipo de evento que não tenha o planejamento fundamental anti-covid. Inclusive, o primeiro que fiz no ano passado foi um 'piloto' para cumprir todas as exigências. Higienizo todo o material utilizado até durante a cerimônia, assim que há troca de microfones entre as pessoas", diz Rodrigo.

Já Diego participou de um casamento na semana passada que até os noivos pagaram por teste de covid para cada um dos envolvidos na festa. "O resultado do exame negativo era mostrado à cerimonialista, que dava um check na lista de convidados. Foi um sucesso, porque todos ali tinham a garantia que não iriam se contaminar", finaliza.

Curta o Lado B no Facebook e no Instagram. Tem uma pauta bacana para sugerir? Mande pelas redes sociais, e-mail: ladob@news.com.br ou no Direto das Ruas através do WhatsApp do Campo Grande News (67) 99669-9563.

Nos siga no Google Notícias
Regras de comentário