Brasil entra na fase de mata-mata e torcida já reza para não dar zebra
Na etapa eliminatória, qualquer derrota tira a seleção do Mundial
A fase de grupos ficou para trás. Agora, no mata-mata da Copa do Mundo, não tem mais espaço para erro e, se o Brasil perder, está fora do Mundial. Em Campo Grande, torcedores já entraram no clima de decisão e resumem o sentimento em uma frase que se repetiu em várias rodas de conversa. “Acabou a mamata”.
A ansiedade toma conta até dos mais animados. Para Jacqueline Cruz, o momento é de tensão misturada com diversão. “Acabou a mamata e agora o Brasil vai pegar seleção grande”, comentou.
Na lista de maiores ameaças, a França aparece como maior vilã dos torcedores. “França está forte. Estou com medo da França”, admitiu Jacqueline.
Já Karine Lima, funcionária pública estadual, prefere confiar no emocional da torcida brasileira. Mesmo reconhecendo possíveis dificuldades, ela acredita na classificação. “Holanda ou Japão dão medo, mas eu acredito que o Brasil passa. Fé é meu sobrenome”, afirmou.
O fantasma da Alemanha ainda assombra muita gente, e a goleada histórica de 7 a 1 continua viva na memória. “Tenho medo da Alemanha, não superei ainda aquele 7 a 1”, destacou a administradora Josiane Silva.
Mas, apesar do trauma, ela mantém o discurso de esperança. “Sou brasileira, não desisto nunca. Esperança é a última que morre”, analisou.
Entre os mais jovens, o sentimento é de confiança crescente. O garçom Luiz Henrique Vilagra, de 19 anos, afirma que chegou a duvidar da Seleção no início, mas mudou de opinião ao longo da competição.
“No começo eu não acreditava muito, achava o time fraco. Mas depois voltei a ter esperança”, pontua. Para ele, o Brasil pode ir longe. “Estou confiante no hexacampeonato”, completou.
Apesar da esperança de muitos, nem todo mundo está empolgado. O militar Marco Cotta, de 41 anos, vê o cenário com cautela e até desconfiança. “Agora fica complicado. Tem França, tem Noruega e o Brasil ainda não me convenceu”, explica.
Ele lembra que a Copa tem mostrado surpresas e seleções menos tradicionais jogando bem. “Tem muita seleção africana jogando muito forte. Qualquer jogo agora é difícil”, detalha.
O estudante Felipe Sutil, de 20 anos, já é mais otimista. Para ele, o Brasil evoluiu na hora certa. “No começo teve erro, mas agora o time está mais organizado”, avaliou. Ele também aposta no comando técnico para fazer diferença na reta final. “Confio no Ancelotti para acertar nas escolhas e levar a gente até o título”, disse.
De fora, mas de coração brasileiro, o professor norte-americano Willian Kilktack, de 60 anos, reforça o otimismo na Seleção, mesmo nascido nos Estados Unidos, País que está sediando a Copa. “O Brasil é o número um do mundo no futebol. Tenho muita confiança no título”, afirmou.
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