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Comportamento

Bruno diz ser de MS e impõe respeito em confusão nos EUA

Campo-grandense despistou o americano que perguntou de onde ele era durante uma entrega

Por Clayton Neves | 24/04/2026 06:15

Para impor respeito e ainda confundir um americano durante uma entrega nos Estados Unidos, o campo-grandense Bruno Gonçalves Andrade, de 38 anos, apostou no bom humor  e no orgulho de onde veio. Ao ser questionado sobre sua origem em meio a um desentendimento, ele respondeu, em inglês improvisado: “I am from MS”. A sigla, claro, não era de nenhum estado norte-americano, mas sim de Mato Grosso do Sul.

A cena inusitada virou vídeo e viralizou nas redes sociais. Hoje, Bruno soma cerca de 49 mil seguidores e compartilha o dia a dia como imigrante nos EUA. Só com esse episódio, as visualizações passaram de 1 milhão no Instagram.

No vídeo, ele conta que estava em uma entrega, quando o cliente afirmou ter dois pedidos. Bruno insistiu que havia apenas um. A discussão cresceu e o americano quis verificar o carro dele, onde estavam outras encomendas. “No touch my car”, respondeu o brasileiro, misturando inglês com português.

Foi nesse momento que o morador perguntou de onde ele era. “Ele falou que era de US e eu falei: ‘I am from MS’”, conta o campo-grandense.

A resposta confundiu o cliente, que não entendeu a sigla e ainda questionou sobre a documentação. Bruno respondeu que tinha RG e CPF e aumentou ainda mais a estranheza na conversa.

Bruno diz ser de MS e impõe respeito em confusão nos EUA
Bruno nasceu em Campo Grande e vive nos EUA há 4 anos. (Foto: Arquivo Pessoal)

A estratégia, segundo ele, foi para evitar preconceito. “Para não falar que eu era do Brasil, tentei falar MS. Talvez ele não saberia todos os estados dos Estados Unidos e não ia deduzir rápido que eu era imigrante”, explica.

Por coincidência, Bruno nasceu na Santa Casa de Campo Grande em 1988, às 8 horas e 8 minutos. Neste ano, ele completa 38 anos e mantém uma relação forte com o Estado. “Eu amo Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Tenho uma história muito grande lá”, afirma.

Por aqui, ele passou por bairros como Jardim Aeroporto, José Pereira e Paulo Coelho Machado. Ainda jovem, se envolveu com a igreja, estudou teologia e chegou a atuar como pastor por anos, inclusive fora do Estado. Com o tempo, enfrentou dificuldades pessoais e profissionais, especialmente durante a pandemia, e mudou completamente de vida.

Hoje, ele está há quase quatro anos nos EUA, trabalhando com entregas e transporte de passageiros por aplicativo. Também já trabalhou na construção civil, pintura e carpintaria.

“É um trabalho exaustivo, de segunda a segunda. Quase não folgo. Se você não tem o básico de inglês, passa muito perrengue. Até para pedir comida ou fazer uma entrega”, comenta.

Apesar dos desafios, Bruno construiu uma nova família nos Estados Unidos, onde mora com a esposa e o filho mais novo, de três anos. Ainda assim, não esconde a saudade do Brasil especialmente de Campo Grande, da família e da comida caseira.

“Eu sinto bastante falta da culinária do Brasil, da comida da minha mãe, do arroz com frango. Sinto muita falta de poder falar o português do jeito que a gente fala, dessa desse calor humano do brasileiro de estar ali junto”, finaliza.

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