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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

09/09/2018 08:40

Com 40 voluntários, Doutores do Reino levam palhaçaria para hospitais e asilos

Diretor do grupo que nasceu dentro da Igreja Batista é pastor que diz que a cura vem pela alegria que voluntários distribuem

Thaís Pimenta
Por meio do sorriso os voluntários acreditam que conseguem curar um pouco cada paciente. (Foto: Acervo Pessoal)Por meio do sorriso os voluntários acreditam que conseguem curar um pouco cada paciente. (Foto: Acervo Pessoal)

De forma despretensiosa, o projeto social Doutores do Reino surgiu dentro da Igreja Batista Coronel Antonino com os frequentadores dos cultos religiosos do local em 2012. Hoje, 6 anos depois, conta com 40 voluntários, um trabalho de formação de novos "doutores" e não há a obrigatoriedade da pauta sobre fé e religião prevalecerem, isso porque dentro deste número de voluntários existem aqueles que são católicos, ateus e espíritas, ou seja, há uma diversidade de fés que rondam o projeto social.

Os Doutores do Reino são palhaços  que semanalmente estão no Hospital Santa Casa para levar alegria às pessoas que, por conta de uma determinada doença, enfermidade, ou internação, já se esqueceram como é simples colocar um sorriso no rosto. Diego Recena Aydos é pastor na Igreja Batista, psicólogo e ator, e foi na união destes ofícios que surgiu a ideia de criar o grupo. 

"Fui fazer uma oficina em Maringá e levei algumas pessoas junto comigo. Uma das oficinas era de palhaçaria no hospital. Quando voltamos decidimos criar o grupo e foi assim, natural", conta ele, que também é diretor e ator do grupo Trupe do Reino.

Doutores do Reino também fazem ação de doação de sangue, por exemplo, mas trabalho foca na Santa Casa e no Asilo. (foto: Acervo Pessoal)Doutores do Reino também fazem ação de doação de sangue, por exemplo, mas trabalho foca na Santa Casa e no Asilo. (foto: Acervo Pessoal)

São pessoas normais que todos os domingos, às 14h, deixam suas próprias famílias em casa para levar sua alegria para o hospital.

Além disso, uma sexta sim e outra não, os voluntários vão até o Asilo São João Bosco, mas vestidos com uma roupa estilo ano 70 e nariz de palhaço. Esse projeto faz parte do Doutores da Alegria, mas recebe outro nome, de Família BomTempo, porque tem a proposta um pouco diferente.

Philipi Furtado é um dos Doutores que, por motivos muito pessoais, achou importante abrir mão de um pequeno período com sua família para levar alegria a de outras pessoas. Afrente de um food truck criado contribuir no tratamento contra o câncer de sua companheira após ter de abandonar o antigo emprego que envolvia viagens constantes, ele viu sua esposa se curar e, desde então, entendeu o real significado e a importância deste trabalho na palhaçaria. "É um trabalho simples, responsável e muito bonito de ver acontecendo", diz ele.

Para participar e fazer parte do projeto é preciso participar de um curso. (foto: Acervo Pessoal)Para participar e fazer parte do projeto é preciso participar de um curso. (foto: Acervo Pessoal)

O próprio Diego encontrou no luto após perder dois filhos, João Lucas e Timóteo, a necessidade de fazer algo pelo próximo. "E é assim, cada um destes voluntários tem um porquê. Um motivo para estar ai buscando um sorriso e, inclusive, esse é o nosso lema: em busca de um sorriso".

"Não tem como mensurar o sorriso de uma pessoa que não ri há uma semana, que não sai do quarto há 14 dias, então é nessa sensibilidade que trabalhamos. Não temos uma apresentação programada, é tudo fruto da criatividade de cada doutor que chega ao hospital", completa Diego.

O Doutores do Reino está no Facebook e permite que novas pessoas façam parte deste projeto, mas para isso é preciso encarar um curso de formação com 6 meses de treinamento. Basta acessar o link.

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Família BomTempo vai ao Asilo São João Bosco semanalmente. (foto: Acervo Pessoal)Família BomTempo vai ao Asilo São João Bosco semanalmente. (foto: Acervo Pessoal)


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