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Campo Grande, Sábado, 18 de Agosto de 2018

22/12/2017 08:03

Empregadas domésticas fazem Natal em ônibus, na linha que se conheceram há 1 ano

Amigas se conheceram no ponto de ônibus que pegam todos os dias, lugar que virou divã para elas

Thailla Torres
Revelação começou no ponto de ônibus para celebrar 1 ano de amizade das empregas domésticas. (Foto: Arquivo Pessoal)Revelação começou no ponto de ônibus para celebrar 1 ano de amizade das empregas domésticas. (Foto: Arquivo Pessoal)

Um grupo de 15 empregadas domésticas se reuniu nesta semana em um Amigo Secreto improvável. Elas se conheceram dentro de um ônibus em Campo Grande e escolheram o mesmo lugar para trocar presentes.

As amigas embarcaram na Avenida Eduardo Elias Zahran, exatamente onde se encontraram pela primeira vez, e a brincadeira seguiu até o fim do trajeto, como forma de celebrar a amizade construída ao longo do percurso da linha Mansur.

Comemoração continuou dentro do ônibus. (Foto: Arquivo Pessoal)Comemoração continuou dentro do ônibus. (Foto: Arquivo Pessoal)

Quem teve a ideia foi Iracilda, conhecida como loira, descreve a amiga Gleice Meire Benitez, de 43 anos, que trabalha em um condomínio de luxo no Vilas Boas.

Ela conta que todos os dias as 15 pegam o ônibus no mesmo horário. Em meio as dificuldades do dia a dia, foi no ponto, a espera do coletivo, que a amizade se fortaleceu em cerca de 1 ano. 

"No começo ninguém conversava, mas sempre tem uma que fala mais que a outra e vai puxando assunto sobre como foi o trabalho naquele dia. De repente, quando a gente viu cada uma estava desabafando sobre o dia no trabalho, filhos, patrões e as dificuldades em ser empregada doméstica. Acabamos virando melhores amigas", conta.

O bate papo no ponto diariamente virou um divã para a mulherada que muitas vezes enfrenta uma rotina árdua. "Cada uma tem uma história de vida e nem sempre está bem. Mas quando a gente chega no ponto de ônibus, sempre há alguém pra conversar", comenta Gleice.

E se alguém falta ou chega atrasada, elas são parceiras no grito para o que o motorista espere. "Já aconteceu da gente sair gritando porque alguém tinha ficado para trás. Porque se a gente perde esse ônibus, só tem outro 40 minutos depois".

A união ameniza o estresse  para Gleice que sempre escreveu sua história de vida com a profissão e fica feliz pela união conquistada do jeito mais simples.

"Você às vezes levanta mal, mas quando chega no ponto de ônibus fica revigorada para ir ao trabalho. Mas nossa amizade não termina ali. A gente já saiu do ônibus direto para o shopping, depois do trabalho, aproveitando para fazer compras e continuar botando o papo em dia. É muito bom", conta.

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