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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

15/05/2018 08:25

Filha de salva-vidas de rodeio, Ketlyn comove ao falar do sonho de ser amazonas

Ketlyn se acidentou 2 dias antes da competição e hoje luta para voltar à pista

Thailla Torres
Ketlyn é apaixonada por cavalos desde a infância. (Foto: Thailla Torres)Ketlyn é apaixonada por cavalos desde a infância. (Foto: Thailla Torres)

Preparada, confiante e cheia de esperança, Ketlyn de Sousa Freitas, de 15 anos, até outubro do ano passado ia competir pela primeira vez em um torneio de equitação. Mas dois dias antes da prova, a felicidade a menina acabou em uma queda. "Eu estava treinando quando, de repente, perdi o estribo e o cavalo parou com tudo. Voei em direção a cerca. Chorei muito e não pude participar do torneio que tanto queria", lembra.

Foram 15 dias internada com o braço quebrado e a espera de cirurgia. Quando saiu do hospital, a única vontade foi visitar o cavalo para matar a saudade. Mas agora o desejo é outro, voltar às competições, apesar do histórico econômico da família afastá-la do "esporte de ricos".

O Lado B chegou até a menina por meio de um vídeo compartilhado nas redes sociais, em que ela chora pedindo para voltar a competir. 

Tudo que ela sonha é voltar a competir. (Foto: Thailla Torres)Tudo que ela sonha é voltar a competir. (Foto: Thailla Torres)

A vontade de se dedicar a um esporte tão caro surgiu na infância, ao observar o pai trabalhando como salva-vidas em rodeio. "Eu achava muito bonito e sempre falava que um dia ia montar em um cavalo".

Ela não tem cavalo e os pais não conseguem mais pagar o curso de equitação. Mesmo assim, o talento sensibilizou um dos professores do JockeyClub que resolveu emprestar o cavalo árabe à menina durante os treinos, agora gratuitos. Porém, se o sonho é competir, ela precisa custear os gastos com o animal.

"É necessário manter alimentação, ferraduras e uma sela nova", diz Ketlyn. Para conseguir o equipamento, ela abriu mão até do aniversário de 15 anos para ganhar um sela, mas a família não teve condições de bancar o presente.

Os pais são funcionários do Proinc (Programa de Inclusão Profissional) e trabalham na construção de residências do Bom Retiro. Com um salário mínimo por mês, a mãe Flaviana de Sousa Lima, de 30 anos, diz que não foi possível realizar o sonho da filha. "Uma sela custa em torno R$ 1,8 mil e a gente ainda não teve condições. Por isso, ela quis fazer o vídeo para pedir ajuda. Dei apoio porque sei do talento e do amor dela".

Carioca, o treinador que vem ajudando a menina.Carioca, o treinador que vem ajudando a menina.

O talento foi descoberto há um ano e meio quando a mãe pagou os primeiros meses de aula no Jockey. O treinador, Mario de Sousa, três vezes campeão nacional em equitação, não economiza elogios à aluna. "Ela é muito dedicada e gosta de desafios. Tanto que achei que depois da queda ela fosse desistir, mas não, voltou com tudo".

Ele diz que resolveu ajudar Ketlyn pelo espírito de competitividade e amor à modalidade. "Sou apaixonado por cavalo e, em toda aula, a gente vê isso nos olhos dela. Tenho certeza que ela será um grande talento. Sem contar que a equitação trabalha todas as habilidade motoras, concentração e superação de limites físicos. É um esporte que quem gosta de desafios, se apaixona".

Ketlyn não pede muito, apenas realizar o sonho de ganhar uma sela nova para os treinos e que possa servir para um próximo torneio. "Se eu ganhar uma sela, já estou muito feliz".

Quem quiser ajudá-la, o telefone da mãe é o (67) 99229-2725.

Veja o vídeo de Ketlyn pedindo apoio:

 



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