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Comportamento

Foto antiga é lembrança da melhor festa organizada pelo pai que partiu

Registro de 20 anos, fotografia é #TBT nostálgico de uma infância inocente e simples

Por Alana Portela | 29/07/2021 06:15
Da esquerda para direita: Daiane Jara ao lado do primo Márcio Vieira da Silva. Maria Gilda e Thaís, que está mais no fundo. (Foto: Arquivo pessoal)
Da esquerda para direita: Daiane Jara ao lado do primo Márcio Vieira da Silva. Maria Gilda e Thaís, que está mais no fundo. (Foto: Arquivo pessoal)

Nostálgica, fotografia feita há 20 anos é lembrança boa que aquece o coração dos primos Márcio Vieira da Silva e Daiane Jara. Por isso, o #TBT da semana é da festa de aniversário, quando ele completou sete anos com bolo temático e ela foi participar em Dois Irmãos do Buriti, a 115 quilômetros de Campo Grande.

“É um dia especial, ao lado das minhas primas, quando estava completando sete anos e hoje estou com 27. Pela foto, a gente vê o quanto o tempo passou ligeiro. Na fotografia, estava com minhas primas, mas meu pai que faleceu há 15 anos, também participou. Foi ele quem providenciou a festa”, lembra Márcio.

Ele é vigilante e conta que sempre se emociona ao lembrar da infância simples ao lado da família. Na fotografia, Márcio é o menino que está de frente para o bolo com emblema do Pikachu, um dos personagens de anime favoritos da época.

A vela no formato do número sete indicava a idade do menino com semblante desconfiado, mas muito feliz. A decoração da mesa foi simples, um urso da antiga coleção olímpica da Coca Cola, além das garrafas de refrigerantes e copos ao redor do bolo para servir os convidados.

No lado esquerdo de Márcio, está a prima Daiane, enquanto a menina baixinha do lado direito é a Maria Gilda, e a maior é Thaís. “Vejo a foto e percebo o quanto crescemos, hoje elas são mães. Passou rápido e fico emocionado quando lembro por conta das pessoas que também participaram da festa e hoje não estão mais com a gente”, diz Márcio.

São tantas as recordações e sentimentos daquele dia simples e feliz, entre elas, quando entregou o primeiro pedaço do bolo à sua mãe, uma forma de demonstrar amor e expressar sua gratidão por toda aquela “festança”.

A data também marcou a vida de Daiane, que hoje tem 26 anos e é funcionária pública. “Me traz saudade, não só dos momentos em família, como também da nossa inocência, pureza, do quanto tudo era mais simples, porém tão feliz”.

“Os aniversários não tinham os luxos que têm hoje, mas tinha uma alegria que parecia que a gente fazia aniversário junto com o aniversariante, porque curtíamos cada momento, desde o bolo ao ato de abrir os presentes, era tudo uma festa sem fim”, recorda.

Na época, Dai, como é carinhosamente chamada pela família e amigos, não morava perto da cidade e isso dificultava estar presente em todas os momentos, mas também a fazia aproveitar cada minuto quando encontrava os primos.

“Sempre morei em fazenda, lembro que quando tinha aniversário e festa de fim de ano, era uma alegria enorme em ver os primos, as tias, tios, a família em si”.

Os anos passaram, muitas coisas mudaram desde então, mas ela garante que era a simplicidade que tornava a ocasião tão divertida. “A felicidade está no simples. Naquele tempo, não tinha tablete, notebook, muito menos Netflix, mas tinham brincadeiras. A gente se sujava brincando de pega, esconde-esconde. Vivíamos de maneira simples e feliz”.

No dia da fotografia, ela se lembra que um dos presentes do primo foi um mini game. “Aquilo era o que existia de mais moderno pra gente. Tenho certeza que meu filho e os filhos de meus primos não vão aproveitar a vida como a gente, porque antes aproveitávamos bem mais, brincávamos mais. Hoje, as crianças são muito adultas, antes do tempo, com celulares e televisão”.

A ligação entre Dai e Márcio começa na gravidez de ambas as mães. “Quando minha mãe foi ao médico na primeira consulta de pré-natal, minha tia foi com ela, pois achava que estava doente, mas na verdade estava grávida dele e nem sabia”, fala. “O mais engraçado, é que éramos para nascer no mês de agosto, mas ele foi apressado e nasceu de 8 meses”, brinca a prima.

“Sempre fomos muito ligados a Maria Gilda, é mais nova, é do mês de novembro, enquanto a Thaís, era uns dois anos mais velha que a gente”, finaliza.

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