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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017

03/08/2017 06:25

Foto de festa em família lembra da miscigenação que marcou vida de Liliane

Ao se casar com descendente de japonês, Liliane viveu uma intensa troca cultural e aprende todos os dias com a cultura nipônica

Eduardo Fregatto
Liliane, no meio, com a cunhada, a sobrinha e as duas filhas, num momento de afeto da década de 90. (Foto: Acervo Pessoal)Liliane, no meio, com a cunhada, a sobrinha e as duas filhas, num momento de afeto da década de 90. (Foto: Acervo Pessoal)

O #TBT de hoje faz um retorno à década de 90, quando Liliane Barão Endo, 45 anos, comemorava a passagem do ano ao lado da cunhada, sobrinha e das duas filhas, Isabela e Natália. O ano, provavelmente, era 1998, e a família brincava de amigo secreto quando foi clicada num momento de abraço e aconchego.

Liliane é brasileira e se casou com Marco, um descendente de japonês. Eles se conheceram no final dos anos 80 e, desde então, Liliane vem aprendendo cada vez mais sobre a cultura nipônica. "A festas de Ano Novo são algo que eles consideram muito importante. Representa um novo começo, uma nova oportunidade. Nos reunimos na casa dos meus sogros todo final de ano, até hoje", explica. 

Hoje, as filhas de Liliane estão adultas, formadas e trabalhando. A mãe, inclusive, atua como secretária no consultório de uma delas, a dentista Isabela, de 26 anos, que aparece no canto direito da foto. "Eu adoro crianças, sempre fui rodeada por elas, e a foto me traz saudades das minhas filhas pequenas", destaca.

Ela conta que foi um pouco difícil, no começo, se integrar em uma família de descendentes de japoneses, por ser brasileira. "Eles são mais fechados, reservados. Para eles, era importante continuar a linhagem", recorda. "Mas eu nunca tentei me impor, eu sempre respeitei muito o estilo de vida que eles têm e mudei bastante para poder ser recebida", avalia.

Com o tempo, as coisas logo se ajeitaram, e hoje Liliane é como uma filha para os seus sogros. "Sou muito amada, me tratam como um filho deles. É um povo muito bom, de caráter", aponta. "Quando eles aprendem a gostar de você, eles se tornam são seus amigos, seus companheiros de verdade".

A imersão na cultura japonesa é tão presente que Liliane aprendeu a cozinhar inúmeros pratos do país oriental. "Eu sempre faço, até sushi, que é mais difícil".

Um dos pratos que ela mais gosta de fazer é o udon, pouco conhecido aqui em Campo Grande. "É como um sobá, mas tem algumas diferenças. Os descendentes de japoneses de Mato Grosso Sul são, geralmente, da Ilha de Okinawa, uma província japonesa. O povo de Okinawa é diferente, até na cor da pele, e o sobá vem de lá. Já o udon vem de outra região", relata, explicando o motivo de o sobá ser tão popular na cidade.

A imagem, então, além de representar um momento de saudades da família, também mostra a miscigenação e a intensa troca cultural vivida por Liliane. "Minha sogra faz questão de manter, na medida do possível, as tradições. E é muito interessante, eu gosto demais, das músicas, da comida, da cultura em geral", finaliza.

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