Há 22 anos voluntária, Maria é “patrimônio” da festa junina
Aos 80 anos, a aposentada define a instituição como segunda casa e fala em “trabalho de amor”
Há 22 anos como voluntária, Maria Madalena Carvalho, de 80 anos, se tornou “patrimônio” da festa junina da AACC (Associação dos Amigos das Crianças com Câncer). Diretora aposentada, ela bate ponto todos os anos no evento e define a instituição como sua segunda casa.
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Maria Madalena Carvalho, de 80 anos, é voluntária da AACC há 22 anos e se tornou referência no Arraiá da instituição, realizado neste sábado em Campo Grande. O evento, que existe há 24 anos, reuniu cerca de 480 voluntários e esperava receber entre 3 mil e 4 mil pessoas. A festa tem como objetivo arrecadar fundos para a casa de apoio e o hospital que atende crianças e adolescentes com câncer.
“Você recebe mais do que dá”, resume. Na manhã deste sábado (6), ela se junta a outros 480 voluntários, além de mães e pacientes, no arraiá da entidade, que começou às 11h e deve reunir milhares de pessoas.
Madalena conta que acompanha a festa desde quando ainda era realizada dentro da própria instituição. “Faço voluntariado na brinquedoteca da casa de apoio e participo das festas juninas desde a época que era na própria AACC. A primeira vez que participei foi ali na praça”, relembra.
Antes de se tornar voluntária, ela atuou como diretora de escola da rede estadual de ensino. Com longa experiência no contato com crianças, descreve a atuação na AACC como um “trabalho de amor”.

Para ela, o voluntariado virou propósito de vida. “Como voluntária, evoluí muito como ser humano. Você vê o sofrimento daquelas mães, e é gratificante porque você recebe mais do que dá. Quando escuto uma mãe falar que somos anjos na vida dela, não existe riqueza maior. Eu sou muito feliz”, afirma.
Ao longo dessas duas décadas, Madalena acompanhou histórias de superação, mas também enfrentou despedidas difíceis. “Vivi muitas coisas, inclusive muitas perdas, momentos difíceis. Você sofre porque querendo ou não passa a ter um vínculo com aquelas pessoas cheias de sonhos que de repente vão a óbito”.
A festa junina, segundo ela, é também uma forma de aproximar a sociedade da causa e ajudar na manutenção da casa de apoio e do hospital que atende crianças e adolescentes em tratamento.
Diretora de voluntariado, Maria Auxiliadora Ribas Freire, de 56 anos, lembra que o Arraiá da AACC existe há 24 anos. “O arraial começou na rua de trás da AACC e hoje estamos aqui nesse centro de convenções fazendo o maior arraial para a nossa instituição”.
A expectativa é reunir entre 3 mil e 4 mil pessoas ao longo do dia. O evento mobiliza cerca de 480 voluntários. “A sensação de participar desse projeto é maravilhosa. É muito bom eu ver a instituição crescendo, a gente trabalhando”.
Entre os atendidos pela associação está Stephane Cruz, de 13 anos. A mãe, Daiane Cruz de Araújo, de 31 anos, conta que a família saiu de Costa Rica para Campo Grande em 2025 em busca de tratamento. “Ela tem Leucemia. Ela é a única com a doença na família. É bom ter esse evento para ajudar a ACC, que arrecada fundos para ajudar as crianças que necessitam desse suporte. Eu vejo que é uma festa muito bonita”, disse.
Serviço - O Arraiá da AACC/MS segue até às 22h, no Centro de Convenções Albano Franco, com programação que inclui barracas de comidas típicas, apresentações de quadrilhas e atrações musicais. A entrada custa R$ 20, com gratuidade para crianças de até dez anos. Parte da renda arrecadada será destinada à reforma da Casa de Apoio da instituição.
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