Na periferia, pizzaria lota de torcedor que fugiu do Centro na hora do jogo
Proprietário abriu mais cedo, espalhou televisões por toda a área e viu os clientes ocuparem todas as mesas
Na periferia de Campo Grande, a Copa do Mundo também reuniu a torcida longe do Centro. Na Rua Pontalina, no Bairro Santo Eugênio, uma pizzaria ficou lotada e teve até fila de espera para acompanhar a partida do Brasil nesta terça-feira (24).
Para receber os clientes, o proprietário abriu o espaço mais cedo, espalhou televisões por toda a área e viu todas as mesas serem ocupadas por moradores que preferiram ficar no próprio bairro para torcer pela Seleção. O que não faltou foram roupas e acessórios nas cores do Brasil. Até uma bandeira foi estendida em algumas mesas.
Com o frio e a previsão de chuva, muita gente buscou um lugar coberto para assistir ao jogo. Entre elas, a gerente de produção Jéssica Hay Quiqueta Borges, de 34 anos, que reuniu os amigos na pizzaria.
“Com esse frio e essas condições de chuva não tinha como escolher outro lugar. E eu acho muito mais confortável, até para reunir a galera. Para ver o jogo é melhor mesmo”, comentou.
Além da proteção contra o tempo gelado, o ambiente também ajudou na escolha. Jéssica contou que o famoso chope gelado da casa e o telão chamaram a atenção do grupo. “O chope daqui, né? Dizem que é supergelado. E, para falar a verdade, o telão aqui é gigante, a visibilidade é maravilhosa”, disse.
E como não poderia faltar em uma pizzaria, a torcida também aproveitou para transformar o jogo em jantar. “Com esse cheirinho não tem como passar. A gente vai comer também”, brincou. No palpite para a partida, ela apostou em vitória brasileira por 3 a 1.
Quem também escolheu a pizzaria para acompanhar a Seleção foi a tecnóloga em radiologia Adriana Santos, de 49 anos, que levou a família inteira para torcer. “A é o melhor lugar. Nós somos torcedores brasileiros e gostamos do ambiente”, explicou.
Para ela, futebol e pizza combinam perfeitamente. “Combina, super combina”, resumiu. Mesmo com as temperaturas baixas, Adriana garantiu que o frio não foi problema. “A gente é gaúcho, não tem medo do frio”, afirmou.
Confiante, ela também apostou em um placar de 3 a 1 para o Brasil e ainda arriscou os autores dos gols. “Vinícius Júnior. E o Neymar entra e faz um gol também”, analisou.
Entre os torcedores também estava Davi, de 11 anos. Vivendo uma das primeiras Copas em que acompanha e entende melhor o futebol, ele não escondia a empolgação. Fã de Neymar, o garoto sonha em se tornar jogador de futebol e demonstrou confiança total na classificação brasileira.
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