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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

30/03/2018 11:59

Nas Moreninhas, via sacra movimenta Sexta-Feira Santa, com ou sem chuva

Celebração começa às 15h na Comunidade São Pedro e São Paulo, seguida por procissão e encerramento na Igreja Matriz Paróquia Nossa Senhora Aparecida das Moreninhas

Danielle Valentim
Trabalhos já duram cinco meses, com ensaios aos domingos e reunião durante semana e, às vezes, até de madrugada. (Foto: Reprodução)Trabalhos já duram cinco meses, com ensaios aos domingos e reunião durante semana e, às vezes, até de madrugada. (Foto: Reprodução)

Unindo a devoção de fiéis com a representação artística, um grupo de jovens da comunidade católica trabalha duro na manhã desta sexta-feira (30) para a montagem do palco e últimos detalhes no local onde ocorrerá a encenação da Paixão de Cristo. A previsão é de pancadas de chuva no período da tarde, mas a celebração ocorre com ou sem chuva, garantem os participantes.

A Via Sacra, nesta Sexta-Feira Santa, começa às 15h na Comunidade São Pedro e São Paulo, na Moreninha III, com o Beijo da Cruz. Em seguida, por volta das 17h, ocorre a encenação da Paixão de Cristo e, por fim, a comunidade segue em procissão pelas Moreninhas II e I, até chegar na Cidade Morena.

O músico da Comunidade São Pedro São Paulo, Júnior Rodrigo do Nascimento, de 36 anos, fez parte da encenação por dez anos. Segundo ele, as novas gerações chegaram para tomar a frente. “É um sentimento de gratidão. Durante dez anos aprendi muita coisa e aprendo até hoje. Como a gente não é eterno, a participação vai passando de geração em geração”, disse o ex-ator sobre os novos participantes da peça.

Emocionado, Daniel Costa de Mattos, de 13 anos, participa pela 1ª vez com o papel de um dos discípulos. “É muito gratificante. A gente sente tudo que reproduz aqui”, disse.

Participando pela quinta vez da peça, Octávio Augusto, de 24 anos, pontua que a encenação da Via Sacra não é um teatro, que acontece com fingimento. “Jesus passou por isso tudo para nos dar exemplo de humildade, fé e perdão. É um fato tocante. Eu que participo como sumo sacerdote em alguns trechos, que preciso ser mau como o personagem, fico meio acabrunhado, querendo chorar, mas é muito bonito”, disse.

Um dos coordenadores da peça, Lucas Vinícius, 18 anos, admite que a responsabilidade é grande, principalmente diante da expectativa dos fiéis das três comunidades. Segundo ele, para reunir todos os participantes, tem ensaios aos domingos e encontros até de madrugada.

“Todos os meus amigos são daqui. Eu participei o ano passado na peça, e esse ano me chamaram de novo para participar da organização. Os trabalhos já duram cinco meses, com ensaios aos domingos e reunião durante semana e, às vezes, até de madrugada. Mas agora tivemos mais ensaios”, disse.

Confiras as ruas - A peregrinação abrange as ruas Das Barreiras, Aracui, Barueri, Ipamerim, Palmacia, parada na Igreja Nossa Senhora das Graças, continua pela Minas Novas e Fraibrugo até chegar na Igreja Matriz Paróquia Nossa Senhora Aparecida das Moreninhas.

Confira no vídeo abaixo o depoimento de quem participa da encenação tradicional no bairro:



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