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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

29/04/2018 07:40

Pelo poder da mulherada com fios sem definição, Sarah mostra cabeleira vermelha

Thaís Pimenta
Ensaio de Sarah foi feito em uma área de lazer na Base Aérea de Campo Grande. (foto: Henrique Drobnievski)Ensaio de Sarah foi feito em uma área de lazer na Base Aérea de Campo Grande. (foto: Henrique Drobnievski)

O mundo das mulheres sofre transformações constantes, com as ditaduras impostas sobre os padrões estéticos considerados belos e aceitáveis pela sociedade. Há anos, cabelos lisos eram a grande moda. As mulheres que não nasciam com os cabelos naturalmente lisinhos, optavam por químicas com formol para alcançar o padrão estético e até hoje muitas continuam nesse processo. Porém, mais recentemente, os ondulados e cacheados ganharam força - uma espécie de contra corrente ao que era imposto. Mas no meio dos dois extremos, existem aquelas que não são nem lisas e nem cacheadas, seus fios são indefinidos e incompreendidos. É o que acontece com a estudante Sarah Santos, fotografada num ensaio para empoderar aos seus cabelos e ao de tantas outras.

"Eu pensei bastante na questão de que existe uma ditadura capilar que atinge até mesmo as meninas de cabelo cacheado, de ter o cabelo sempre definido e gastar horrores em cremes e procedimentos pra ter esse resultado", explica ela. É como se houvesse uma aversão a textura natural do cabelo, como se isso sempre remetesse a falta de cuidados.

Resgatar sua essência a partir dos fios naturais, foi essa a proposta do ensaio para Sarah, (foto: Henrique Drobnievski)Resgatar sua essência a partir dos fios naturais, foi essa a proposta do ensaio para Sarah, (foto: Henrique Drobnievski)

As fotos foram tiradas pelo fotógrafo e jornalista Henrique Drobnievski  em um espaço de área de lazer da Base Aérea. Henrique é ccheado natural e nunca alisou os fios.

Sarah, pelo contrário, fez parte da corrente imposta às mulheres e também passou pelo processo de químicas para alisar os cabelos. Desde os 10 anos ela enfrentava horas e horas no salão fazendo progressivas e definitivas. "Alisei porque na época não sabia como cuidar e valorizar o cabelo cacheado sabe, aí via mais praticidade no cabelo liso".

A transição capilar veio depois de seis anos, na tentativa de voltar a entender o seu cabelo de forma natural. Há quatro anos ela convive com ele cacheado, depois de lidar com o big chop, corte que retira toda a química do cabelo - uma decisão tomada em 2014. 

Hoje Sarah tenta cuidar dos cachos da forma mais tranquila possível. "De boas, sem neura. Com bastante hidratação e ingredientes naturais, mas pra mim mesma foi um desafio experimentar o cabelo totalmente sem definição, pois meus fios são cacheados, mas são um 3a, então os cachos são mais soltos". A lição que fica é que as vezes dá pra resgatar a vontade de se amar naturalmente.

A estudante diz ter perdido o medo de mexer no meu cabelo e passou a importar-se mais com a saúde do que com somente a estética. "Hoje, pra mim, vejo usar química no cabelo é bem menos pratico do que tê-lo natural", explica.

Hoje a estudante se diz muito mais a vontade com a cabelo cacheado e não se obriga a passar cremes e fazer fitagem nos fios. (foto: Henrique Drobnievski)Hoje a estudante se diz muito mais a vontade com a cabelo cacheado e não se obriga a passar cremes e fazer fitagem nos fios. (foto: Henrique Drobnievski)
(foto: Henrique Drobnievski)(foto: Henrique Drobnievski)

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