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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

28/06/2018 11:07

Pés baleados e medo ficaram de lição para cozinheira que reagiu a assalto

Ângela Kempfer e Kleber Clajus
Auxiliar de cozinha ainda está na Santa Casa, para onde foi encaminhada depois do assalto. Auxiliar de cozinha ainda está na Santa Casa, para onde foi encaminhada depois do assalto.

Depois de um dia de trabalho, a auxiliar de cozinha de 27 anos resolveu parar e beber com um amigo em frente a conveniência da Rua Antônio de Moraes Ribeiro, na Vila Marli. Mal a conversa começou e a lição sobre o que realmente vale a pena surgiu depois do susto diante de um revólver calibre 38.

A jovem, que terá o nome preservado por questão de segurança, conta que demorou alguns segundos para perceber que a cena era real na noite da última terça-feira. “Nunca tinha visto um ladrão chegar a pé”, justifica.

Mas além do revólver, ainda havia uma faca na cintura, o que não deixava dúvidas sobre a intenção do homem que exigia a entrega dos celulares. “Ele colocou a arma no pescoço do meu amigo e dái ele entregou na hora o celular”, relata.

Com a auxiliar de cozinha, a reação foi diferente. O medo de perder o aparelho a fez sair correndo. “Na hora, pensei mesmo em perder todos os meus contatos que estão lá. Daí corri para casa que fica ali perto”, detalha.

Ela não acreditou no poder da arma nas mãos do rapaz e acabou baleada. O assaltante atirou 2 vezes em direção aos amigos, errou uma, mas na segunda acertou os dois pés da jovem com uma só bala.

“Eu tenho filha de 1 ano e 5 meses, então agora penso que Deus me livrou. Foi um milagre reagir e sair quase ilesa”, avalia.

O caso ocorreu cerca de 12 horas depois da morte do adolescente Jean Caio, de 17 anos, assassinado com um tiro no peito, também ao reagir a assalto em um ponto de ônibus, quando ia comprar carne para o almoço, no Bairro Campo Nobre.

“Quando eu soube da morte do adolescente, primeiro pensei que fosse o mesmo bandido, e que também estava disposto a atirar para matar”, lembra a auxiliar de cozinha.

Ainda na Santa Casa, com os dois pés enfaixados, ela garante que hoje reagiria de outra forma e fala sobre o que aprendeu depois do susto. “O ideal e simplesmente não olhar na cara do ladrão, para ele não ficar com medo de ser identificado, e entregar o que ele pede. A vida é muito mais que um celular”, ensina.



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