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Comportamento

Polícia em MS tem ajuda de “delegatos” e mascote com “dupla identidade”

Gatinhos e cachorro adotados ajudam policiais a tornar mais leve a missão de lidar com crimes todos os dias

Anahi Zurutuza | 25/08/2023 18:25
Nina alivia tensão dos dias em delegacia de Brasilândia (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Nina alivia tensão dos dias em delegacia de Brasilândia (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Unidades da Polícia Civil de Rio Negro, Coxim e Brasilândia – cidades a 163, 260 e 355 km de Campo Grande, respectivamente – contam com a ajuda de “delegatos” e mascote com “dupla identidade” para tornar a missão de “Servir e Proteger” menos tensa no dia a dia.

Em Coxim, o gato Borel é o alento de quem precisar ir à DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) denunciar situações de violência doméstica ou à 1ª DP (Delegacia de Polícia), revelar ter sido vítima de crime. Guloso, o mascote está sempre pedindo comida e, claro, atenção. O gatinho apareceu há alguns meses e acabou ganhando a simpatia dos policiais e delegados, segundo a Polícia Civil.

Borel é o mascote de duas delegacias em Coxim (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Borel é o mascote de duas delegacias em Coxim (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Batizado de Borel, em alusão à Lei Henry Borel, nº 14.344/22, criada para prevenção e enfrentamento da violência doméstica contra criança e adolescente, o gato se divide entre as duas delegacias. Ele costuma dormir nos bancos das salas de espera pelos registros da ocorrências, o que desperta curiosidade do público. O gato está vacinado e vermifugado, segundo os servidores.

Já em Brasilândia, a “delegata” ser chama Nina e tem mais tempo de delegacia – 8 anos – que alguns dos policiais. Por lá, servidores garantem que ela não só é uma mascote, mas ajuda a proteger a unidade.

Até roupinha personalizada a "delegata" de Brasilândia tem (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Até roupinha personalizada a "delegata" de Brasilândia tem (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

“Caça com cão” – Quem não tem gato tem a companhia canina. Em maio deste ano, o “B.O” foi adotado pela equipe da Delegacia de Rio Negro, após ter sido abandonado sem água e abrigo pela antiga família, que se mudou da cidade.

Após denúncia anônima, o SIG (Setor de Investigações Gerais) resgatou o animal e identificou os responsáveis, que foram indiciados pelo crime de maus-tratos, nos termos do art. 32, §1º da Lei nº 9.605/98.

O cãozinho até foi colocado para adoção responsável na cidade, porém, acabou ganhando espaço na unidade policial, conquistando o efetivo.

O “cãopanheiro” dos policiais passou por exame negativo de leishmaniose, tratamento de papilomatose e conjuntivite, além de se recuperar do quadro de desnutrição.

Na delegacia, ele foi apelidado de “B.O”, abreviação de boletim de ocorrência, os registros policiais feitos diariamente pelos servidores. O vira-lata, porém, de vez em quando, passeia pela cidade e quando visita o Pelotão da Polícia Militar, é chamado de "Stieve".

"B.O" para policiais civil ou "Stieve", para os PMs de Rio Negro (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
"B.O" para policiais civil ou "Stieve", para os PMs de Rio Negro (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

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