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Comportamento

"Tive covid, sarei, e quase morri meses depois", diz bombeira

Bruna pegou covid, sarou, mas contraiu uma pneumonia meses depois e quase morreu, história que ela mesmo conta

Por Lucas Mamédio e Bárbara Cavalcanti | 14/06/2021 07:30
Bruna saltando de parapente durante viagem (Foto: Arquivo Pessoal)
Bruna saltando de parapente durante viagem (Foto: Arquivo Pessoal)

Bruna, bombeira de 29 anos, passou por algo infelizmente muito comum nesse novo mundo “pós-pandêmico”: tensão, alívio, recaída, incertezas. Saudável, sem comorbidades, praticantes de esportes, a militar pegou covid ainda na primeira onda, sarou, voltou a rua rotina, mas meses depois teve uma recaída e quase morreu.

“Enganada” pelo vírus traiçoeiro, Bruna chegou a achar que não voltaria. História de superação que ela mesmo conta no Voz da Experiência.

“Meu nome é Bruna Appel, tenho 29 anos, e sou bombeira militar em Campo Grande.  Peguei o coronavírus em junho de 2020, ainda em meio à chamada “primeira onda”. 

Me lembro bem que na época as pessoas estavam com muito medo pela escassez de informação e incerteza que rondava o vírus. É bem verdade que não havia tantos casos e mortes, e por isso mesmo não sabíamos direito a gravidade do assunto.

Bruna com amiga na neve, a bombeira sempre praticou esportes (Foto: Arquivo Pessoal)
Bruna com amiga na neve, a bombeira sempre praticou esportes (Foto: Arquivo Pessoal)

Fui “enganada” pelo vírus, quando eu peguei, nem cheguei a ficar mal, tive um breve resfriado como todos têm e logo fiquei melhor. Sempre pratiquei esportes, corri, nadei e sou bombeira, uma profissão que exige bom preparo físico, julguei que isso teria me ajudado. Também sou saudável, sem nenhuma comorbidade. 

Meses depois, já no fim de 2020, quase morri, foi desesperador. Passei mal e fui levada ao hospital com quadro grave de pneumonia. Como disse: não tenho nenhum histórico de doença respiratória.

Os médicos acreditam que seja uma sequela tardia do coronavírus que me acometeu. Meu pulmão ficou quase todo comprometido, tiraram um litro de água dele, tive infecção generalizada.

Passei uma semana internada até ter alta. Porém, ali só começava meu martírio. Demorei quase seis meses pra voltar a fazer coisas simples. Já não conseguia mais correr, qualquer tarefa simples era difícil de realizar.

Eu só pensava que estava bem, que achava que tinha me "livrado" do vírus e que estava ali, frágil. A primeira vez que fui treinar depois de alguns meses que saí do hospital, não consegui dar um passo, não foi um treino.

Me senti muito frágil, porque tomei dois sustos. O primeiro quando tive e o segundo, pior, que achei que poderia morrer. Foi muito frustrante demorar meses pra me recuperar de algo que achei que já tinha passado.

Agora estou quase 100%, mas me deparar com a fragilidade da vida, ainda mais sendo eu bombeira, foi muito difícil”.

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